Crítica: segunda temporada de 3% praticamente destrói a série


Com spoilers

Primeira série original brasileira da Netflix traz um segundo ano que beira o ridículo, mostrando bem como destruir uma ótima premissa e decepcionando muito durante os longos episódios da temporada.

Como foi difícil terminar a segunda temporada de 3%. A temporada estreou a quase um mês, normalmente as produções da Netflix podem ser assistidas em poucos dias, mas devido ao grande marasmo que assolou o segundo ano, tive que insistir muito para terminá-la. Uma terceira temporada... pra mim... não.

É uma pena. A série tinha tudo pra ser boa. Seu segundo ano até trouxe coisas interessantes, conhecemos o Maralto, seu cotidiano, sua história e tecnologia, apesar do excesso e nítido chroma key. Mas tudo isso foi atrelado a um roteiro pobre, inconsistente e cheio de furos. Situações sem nexo, sem concordância, que trouxeram uma trama que só serviu para entediar. 


O elenco é bom, os atores são fofos em entrevistas e em suas redes sociais, tornando ainda mais difícil essa crítica. Pontos altos e pontos muito baixos foram vistos a todo momento, fato que trouxe tristeza, pois claramente vimos que a série tinha potencial, mas foi estragada com uma produção desleixada, uma total falta de de zelo com os detalhes, jogando na tela de qualquer jeito, praticamente, como se o telespectador pudesse aceitar tudo, goela abaixo.

Seu primeiro ano foi promissor, claro que com muitos problemas também, mas por ser um ano de estreia, por estarmos conhecendo a trama e os personagens, relevamos e depositamos esperança. Mas seu segundo ano não pode ser abaixo do seu ano de estreia, e, nesse caso, foi e muito.

O grande objetivo da temporada era "cancelar o processo" 105. Não conseguiram. A "protagonista" da série, Michele, deu um jeito de trocar esse cancelamento por sementes que beneficiariam o continente. Mas o que ela quer criar mesmo é outro "continente", uma espécie de concha, e nem seu objetivo anterior, desde o início da série, não quer mais: seu irmão. 

Esse foi só um dos absurdos da temporada. Toda luta pra nada. Os "terroristas" do continente que se quer têm roupas pra vestir, do nada, se tornaram gênios da informática do Maralto. 


O personagem mais interessante da série, Ezequiel, foi retirado da série de forma abrupta. Era um dos personagens mais importantes da série e simplesmente foi trocado por outra vilã, que praticamente denegriu o termo. Pra piorar, trouxe seu filho de volta, Marcos, que voltou pra piorar o que já estava ruim. 

Devido a tudo isso os personagens ficaram obsoletos, perderam aquela significância que tinham e tornaram-se antipáticos. Mas a culpa não é deles, é culpa de quem os tornou assim. Infelizmente a primeira produção original da Netflix foi uma grande decepção, nem sequer chegaria a ser aprovada em qualquer processo. 

Um comentário:

  1. Concordo com bastante coisa, Fábio. Na morte do Ezequiel já pensei na hora que ou era muita coragem ou muita burrice, infelizmente foi a segunda opção. A coisa do irmão da Michele foi palhaçada. E cansei de tentar entender a Michele. Foram centenas de mancadas.

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