Rua Augusta: Série que tinha tudo pra ser boa


Até tento ver séries brasileiras, mas infelizmente quase sempre acaba em decepção.

Você recebe uma notícia de uma nova série, a primeira série original de ficção do TNT. Aí começa a se interessar e descobre que a série será polêmica, será baseada em prostituição, o lado negro da Rua Augusta, o submundo paulista. 

12 episódios com apenas 30 minutos, outra ótima iniciativa para que não fique cansativa. Promete a primeira cena de sexo com travestis da TV brasileira e realmente cumprem. Óbvio que teria muita nudez e cenas de sexo, o brasileiro adora, ainda mais com a linda Fiorella Mattheis como protagonista.

Receita de uma boa série é vista, mas, infelizmente, entrou no mesmo barco das produções brasileiras, com roteiro porco e preguiçoso, com uma trama principal que não empolgou, apesar de ter dado doses de curiosidade a cada episódio. O problema que essas doses não levaram a nada, a não ser a um porre para o telespectador. 

A série é exibida semanalmente no canal, mas está disponível para telespectadores premium, assinantes do Net Now, enfim. Acredito que só assim dá pra assistir a série inteira, pois ficar aguardando um episódio, semana após semana, desanimaria demais os telespectadores. 

Mas claro, até aqui desde está achando que odiei a série, não, esse sentimento é pesado demais. A série é ruim, poderia e talvez possa melhorar em uma possível segunda temporada, mas é algo que duvido muito.

É impressionante. Como, nós, meros e inúteis críticos conseguimos ver coisas que eles, roteiristas, diretores, produtores, não enxergam? Eles ganham pra isso e não fazem o trabalho bem feito, se perdendo em pontos até amadores, a lá novela global.

Deve ser isso, ainda estão com aquela metodologia que o brasileiro aceita tudo, mostrando bundas e peitos já tá bom. Mostrando bichas engraçadas ou algo do tipo. Mas não, estamos em outro século amigos.


Vamos aos fatos:

— Em certo momento, Emílio entrevista Raul, que está jogando sinuca em um bar. SOZINHO?! Qual ser da terra joga sinuca SOZINHO? 
— Alex e Mika iniciam um relacionamento, mas ela está sendo jurada de morte pelo seu ex-namorado, mas então tem a "GENIAL" ideia de sair, livremente, que "sensacional".
— Mika é jurada de morte por seu pai, tem uma arma apontada pra cabeça por César, que decidiu não matá-la. Então César foge, mas a própria Mika volta, fica novamente vulnerável a seu pai, como se nada tivesse acontecido.
— O jornalista, Emílio, é "obrigado" a criar uma matéria "bomba" para manter seu emprego. Um jornalista que tem 4 mil reais para comprar uma matéria... manter EMPREGO? E ainda pra isso ferrar com seus amigos, me poupe.


E teve mais problemas assim, um roteiro realmente arrombado de tantos furos.

É realmente uma pena, precisamos de séries de boa qualidade, séries de destoam das novelas brasileiras. Aposto que já se pegou reclamando de algo parecido em uma novela e te disseram: "Isso é novela!" Tudo bem, mas séries em TV a cabo têm que ter um padrão de qualidade maior e não isso que Rua Augusta nos mostrou.

Ressalvo para algumas atuações: o elenco é muito bom, os atores realmente fizeram um bom trabalho, destaques para Rodrigo Pandolfo (Emílio), Milhem Cortaz (Raul) e Rui Ricardo Diaz (Dimas).

O Brasil tem atores fantásticos, mas são prejudicados por uma ideia errada, uma falta de atenção com o telespectador que não aceita qualquer coisa goela abaixo.

Um comentário:

  1. Cara, eu não achei a série ruim! Eu fiquei vidrada nos primeiros minutos já... Assisti os 12 episódios de uma vez nesse fds, são muito curtos realmente!
    Concordo com os "furos" que você citou mas pra mim não comprometeu o foco da série. To torcendo loucamente por novas temporadas e to enlouquecida pelo Alex, cara como o Lourinelson é fera neh? Ele é muito bom!! Um ator como poucos. Nunca estive nesse meio, mas achei a série bem realista.
    Abraço!
    Tatiane

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