O Fim de Orphan Black


Acabou, thanks God!

Orphan Black terminou sendo uma série que poderia ter sido boa, mas não foi. Exibida na TV inglesa, chamou a atenção pelo fato que fugia do nicho "adolescente": mortes, nudez, ação, mas com o passar do tempo mostrou-se, mesmo, um amontoado de cenas jogadas aleatoriamente na TV, desorganizadas, mal produzidas. 

Claro e óbvio, a série tem pontos positivos, durou cinco temporadas. Mas ela termina com aquele gostinho de... "Que pena". Não "que pena que acabou" e sim, "que pena que não souberam aproveitar um enredo fantástico, uma premissa instigante.

Uma série sobre clones, puxa, que sensacional. E sim, teve momentos empolgantes, mas é aquele velho problema: criar é uma coisa, desenvolver... outra. Chegou um momento que não instigava mais, momento esse (por volta da terceira temporada) que resolvi largar a série. 

Mas, porém, contudo, todavia... veio a grande notícia: a série tinha data pra acabar e a Netflix ia exibi-la um dia após a exibição britânica. Pois bem, a curiosidade mata e esse é o problema desse Viciado em Série. É bom quando uma série tem início meio e fim. É bom acompanhar uma série assim, uma notícia convidativa. 

Uma briga infinita contra a empresa que criou os clones e que foi resolvida com Rachel mudando de lado, salvando Kira (que garota insuportável!) e entregando documentos que fecharam a empresa e prenderam os responsáveis.


Finalmente Cosima consegue a bendita cura e segue vacinando 
274 clones deles pelo mundo, 14 no Brasil. 

O grande criador dos clones, Dr Westmorland, finalmente abatido pelas clones, no caso a principal, Sarah. Mesmo capengando, com poucos "soldados" lutando a seu favor, ele ainda queria os bebês de Helena, como se isso fosse recuperar o seu império. 

Pra piorar, em sua última cena, Westmorland matou o médico que estava cuidando de sua saúde, assim, em um tiro por impulso. Na cena seguinte, ele vai ao encontro de Sarah para "matá-la", porém... desarmado. Acaba levando um tiro, cai e toma uma latada na cabeça.

Onde estaria a diaba da arma que ele estava portando? Aquela mesma que ele atirou em seu médico! Foi de peito aberto enfrentar Sarah, me poupe.

Esses problemas técnicos, furos de roteiro, erro de continuidade, discrepância entre cenas, personagens irrelevantes e mal aproveitados, falta de nexo, enfim. Poderia ficar citando inúmeros aspectos que incomodaram-me, mas, tudo isso não foi suficiente para eu deixar de terminar a série e sabe porque? Tatiana Maslany.


Que fenomenal atriz. Já tem um Emmy em sua carreira e não vejo atriz dramática melhor do que ela na atualidade. Tatiana foi brilhante, trouxe vida, mesmo, às várias personagens que interpretou. Realmente pareciam mesmo personagens reais, tamanho à qualidade de seu trabalho, palmas de pé.

Detalhe também, positivo (pra não falar que só critiquei), aos ótimos efeitos tecnológicos que colocaram uma, duas, várias Tatiana´s na mesma cena, deixando o telespectador confortável, sem notar a edição das imagens. Impressionante, imagino o trabalho para fazer isso, imagino a dedicação de Tatiana para gravar essas cenas, isso enobrece e valoriza ainda mais o seu trabalho.

Um final feliz, com as clones juntas, sem inimigos, curadas, mas, sem a Senhorita "S". Alguém tinha que morrer naquele núcleo, para não ficar ainda mais ruim o fim da série. 

Como disse, foi uma pena o desperdício criativo. Ainda bem que acabou, nem deu pra ficar... Orphan. 

⭐⭐

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.