Prison Break: "The Prisoner's Dilemma" 5x04 [Review]


Abusando, exagerando muito no "me engana que eu gosto".

Prison Break sempre foi uma série de "exageros", mas nessa volta está demais, e nesse caso, chega a ser um insulto à inteligência. Tudo bem, a série ainda prende, te dá momentos eletrizantes de ação e nostalgia. Mas precisam ter mais carinho e cuidado para com o roteiro, que não estão tendo. O telespectador hoje é bem mais exigente do que a sete anos atrás.

Sheba tem um pai que podia tirar Michael na cadeia, mas preferiu tomar umas bolachas e colocar sua vida em risco por causa de dinheiro. Será que o pai, "poderoso", que trocou um carro pela soltura de Michael não poderia ter ajudado-a?

Em poucos segundos Abu Ramal conseguiu tirar três pinos de uma porta de ferro antiga, enferrujada e com apenas uma colher amarrada de forma duvidosa. Gente, impossível isso. Vai tentar tirar esse pino de alguma porta de sua casa, nova e lubrificada. Agora aquele "PINÃO"! TRÊS! Ajuda aí Scofield.

Linc usa um garoto pra enganar os terroristas e roubar suas chaves. Os terroristas se quer tiveram a ideia de revistar o morto (pra buscar armas ou algo de valor). E a cena me lembrou a história do Brasil, quando os portugueses chegaram aqui e trocaram espelhos pelo ouro de nossa terra. O garoto arriscando sua vida por causa de Tic-Tacs.


Whip, o homossexual que está fazendo hora extra naquela cadeia, já não basta ter sua vida correndo risco a cada segundo, se intromete nas decisões dos penitenciários revolucionários. Quer morrer mesmo, ao invés de ficar quietinho...

Mas, porém, contudo, todavia... não é que o episódio foi bom em diversos aspectos? Eles conseguiram fugir de Ogygia! Não foi AQUELA fuga cinematográfica mas foi interessante. A fuga foi graças à queda da cidade que fez com que os policiais da penitenciária dessem o fora de lá. Tudo parecia mais fácil, contudo, aquele lugar se tornava mais seguro do que fora de lá.

Foram praticamente libertados, mas para a morte. Abu Ramal era a moeda de troca dos penitenciários e ele acabou tendo que se juntar novamente a Michael, que posteriormente, de novo, tentar lhe trair.

O mais interessante nisso tudo é que Michael não quis cometer o mesmo erro de Fox River, quando fugiu levando muitos criminosos. Ele a todo momento ludibriou Ramal, usou ele como pode para depois descartá-lo. 


A temporada fechou um ato, tal como foi a série em suas quatro temporadas. Primeiro eles fogem da prisão e agora estão presos no país, com os piores terroristas do mundo atrás deles. Ramal morre pifiamente. Com a faca no pescoço de Michael, consegue ser desarmado e morto com a própria faca. Muito forçado, novamente.

Agora eles têm que fugir daquele lugar, mas... pra onde? Tem pessoas perigosas atrás deles. Descobrimos que Poseidon e o atual marido de Sara. Ela, ao lado de T-Bag, tentam decifrar os enigmas de Nova York e estão chegando perto. Kellerman morreu? Claro que não, ele é imortal. Acabou fazendo a cabeça daquele assassino, podem acreditar.

Isso é Prison Break, gente, mas, produtores, peguem leve. 

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