Crítica: "A Volta de Prison Break" — "Ogygia" 5x01


De volta à prisão!

Em todos os sentidos. Prison Break sempre foi uma série que teve o sistema prisional de estrutura para sua história, mas, a prisão também pode ser usada para ilustrar o sentimento do telespectador fã da série. Não dá pra desgrudar um minuto se quer da série, deixando seus fãs aprisionados, literalmente. Sete anos depois de seu fim a série volta, mostrando que ainda existe história a ser contada. 

O mundo das séries e do cinema são assim. Ninguém quer largar o osso, ninguém quer deixar uma história de sucesso terminar, definitivamente. É o tal do "final aberto", aquele que com algumas doses criativas pode ser mudado. Tal como aconteceu com Dexter e Breaking Bad, por exemplo.

E sim, doses cavalares de criatividade foram inseridas na volta da série, que, mais trouxe mistérios do que explicações. Antes de entrar direto no episódio de estreia, destaco o grande prazer que é rever aqueles personagens, rever Fox River, sentir de novo aquela trilha sonora. Poder escrever uma review de um episódio inédito da série é prazer inenarrável. É um presente para os fãs, principalmente para aqueles, como eu, não puderam ver a série no momento que era exibida nos Estados Unidos, e, que agora, degusta cada momento dos 45 minutos semanais exibidos.

Mas nem tudo foi um mar de rosas nesse episódio.

A nova temporada inicia-se sete anos após a "morte" de Michael, e claro, não existiria Prison Break sem o personagem. Muita coisa mudou, cada um seguiu seu rumo, viveram todos esses anos separados. Como bem disse T-Bag, o destino acabou juntando-os novamente. Daí vem meu primeiro estranhamento.


Claro, alguém está por trás de muita coisa questionada nesse "Ogygia". Uma correspondência chega à Fox River pouco antes da soltura de T-Bag. Até aí tudo bem, mas porque diabos T-Bag tem interesse de levar essa carta para Lincoln? Ele poderia rasgar e seguir sua vida, pois, lembrando, Michael e cia o ferraram, usaram T-Bag no plano que culminou na fuga de Sara da prisão feminina. Portanto, nosso crápula preferido deveria mesmo é ferrar Lincoln, em retaliação, e não ajudá-lo.

Esse re-encontro paz e amor entre os personagens não caiu bem. T-Bag é interesseiro, curioso, talvez por isso resolveu entregar essa carta, não ganhou nada com isso, diretamente falando, porque parece que anjos estão cuidando dele. Um presente caiu do céu, uma super-mão foi implantada em seu toco de braço, dando a ele praticamente uma mão nova. Quem está por trás disso? Mais provável que esteja vindo do inferno e não do céu.


E esse tal ser misterioso anda querendo matar Lincoln e Sara, logo agora! Tiveram sete anos pra isso e incrivelmente muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Enfim, algo que também precisa ser explicado. A turma segue se juntando novamente:  Lincoln, Sara, C-Note, Sucre e T-Bag. Grandes personagens da série inseridos logo de cara. O grande objetivo agora para eles - com a descoberta da falsa morte de Michael - é resgatá-lo da prisão, e isso é o que mais de fantástico aconteceu em toda a série principalmente em Fox River.  

Um pouco de inteligência deu lugar ao corpo musculoso de Lincoln. Acabou descobrindo o paradeiro de Michael. Partiram então para o oriente médio, numa prisão bem parecida como Sona, prisão de fim de mundo que vimos na terceira temporada. Mas antes, Lincoln e C-Note enfrentaram uma meia dúzia guerrilheiros que foram pagos para matá-los. Mas... matar... sem armas? Naquele lugar?

Outro estranhamento. Uma boa cena de luta mas que não se encaixou bem ao enredo e propósito do episódio. 


Chegamos ao grande momento, finalmente re-encontramos Michael, com novas tatuagens e um olhar diferente. Claramente está fingindo não ser a pessoa que Lincoln e C-Note procuravam. Claro, eles não vão desistir, Michael sempre tem um plano e sua atitude deve ter um motivo bem relevante para a história da temporada. 

Prison Break volta e volta bem. Mencionei pequenos deslizes que são releváveis. A série é cheio deles, nunca foi uma série impecável aos detalhes. Contudo, condizente em aprisionar os telespectadores em sua história viciante. Mais uma vez, conseguiram.

Avaliação: 💗💗💗💗💗

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