Supermax: Primeiras Impressões


Não tem nada de reality. É inovador. É uma mistura de jogo e fantasia, em uma espécie de Big Brother manipulado. "Supermax" é uma mistura desses fatores, só não é bom.

Manual de como estragar boas ideias, esse é o título que dou para a maioria das produções brasileiras. Tentam inovar demais e passam do ponto. As vezes o simples bem feito já basta. A vantagem é que não há previsão de cancelamento para a Supermax a curto prazo, apesar do baixo ibope, e com o tempo poderão (ou não) moldar melhor a atração.

O principal problema que vi em Supermax foi a tentativa de dar ao programa cara de reality. "Reality, traduzindo, "realidade". Não tem nada disso no programa. Os personagens estão numa espécie de um jogo mas as cartas são dadas pelos roteiristas. Sendo assim, porque "cargas d'águas" inseriram um apresentador real em um "reality" fictício? E pior, oferecem dois milhões de reais, o "maior prêmio" da TV brasileira. Só que não. Os participantes são atores e só vão ganhar mesmo o seus cachês.


A princípio meio que jogaram essa ideia falsa para o telespectador e com o passar do episódio, a maneira óbvia e forçada que foi inserido o roteiro deixou claro que nada daquilo tinha a ver com nada. Com o tempo e principalmente após os primeiros episódios, essa ideia de reality começa a sumir de nossa mente, fazendo com que consideremos mesmo, os fatos: uma série totalmente fictícia. A partir daí as coisas começam a melhorar. 

São 12 personagens que estão em um confinamento, trancados em um presídio de segurança máxima no meio da Floresta Amazônica. Ninguém garante que estão mesmo na Amazônia, provavelmente estão nos estúdios do Projac. Presídio... Segurança máxima... tudo não passa de ficção.

Tomando como base apenas a ficção, os 12 personagens cometeram algum tipo de crime na sociedade e aos poucos cada um tem sua pena divulgada. Atritos são mostrados a todo momento, claro, principalmente quando a disputa envolve comida e/ou permanência no programa. Acontece que, por sabermos que não passa de ficção, esses atritos não tem a mesma relevância de um reality. 


É um jogo de cartas marcadas, essa é a minha primeira impressão. Claro que pode haver progresso em todos os quesitos, mas, essa coisa de misturar reality... paredão... líder... prova do líder... só soou como uma espécie de reality manipulado, talvez, como os realities da emissora costumam ser, porém, com mais descaramento.

Avaliação
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