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O fenômeno Mr. Robot

Texto livre de spoilers! :)


Você já viu Mr. Robot? Se ainda não assiste, com certeza já ouviu falar. A série do canal USA, atualmente em sua segunda temporada, é o novo fenômeno mundial dos seriadores. A trama é bem simples, mas cada episódio parece ser mais complicado que o outro: Elliot é um hacker, membro de um grupo que planeja derrubar todo o sistema financeiro mundial e libertar os cidadãos. Ah é, e ele sofre de uma espécie de esquizofrenia, bem severa na verdade.

Plots a parte, a série é sucesso em vários quesitos (não é a toa que está cheia de indicações ao Emmy e em sua primeira temporada já arrebatou diversos prêmios da TV americana). O que chama a atenção em primeiro lugar são as atuações: Rami Malek, protagonista, se supera a cada episódio, deixando o espectador de queixo caído. Além disso, a direção totalmente diferente do normal também atrai. 

Mas Mr. Robot, por mais genial que seja, não se criou sozinha. As influências estão em todo lugar (especialmente de um filme clássico, que não posso citar o nome, ou já seria um spoiler). Quem não se lembra da era de ouro da TV com Lost e Breaking Bad? Pois é, se você sente saudade de caçar easter eggs, ter mil perguntas em um único episódio e ficar debatendo teorias com fãs na Internet, você, órfão de Lost, precisa viver Mr. Robot! Cada episódio ou trailer lançado contém várias dicas escondidas para enlouquecer os fãs. Além disso, a publicidade da série está arrasando, criando web sites fictícios, convidando o espectador a ser parte da FSociety (o grupo de hackers do show).


Quanto a Breaking Bad, Mr. Robot repete com sucesso a fórmula daquelas aberturas incríveis de episódios. Uma cena aparentemente aleatória, embalada em uma música mais aleatória ainda (ou não, pois em algum nível tudo pode fazer sentido). Mais tarde, você vai entender aquela cena, diferente de Breaking Bad, provavelmente ainda no mesmo episódio.

"Mas eu não entendo nada de computadores, vou entender a série?" Vai sim! Apesar de a todo momento hackers estarem em um terminal, citando Linux e termos técnicos da informática, a falta desse tipo de conhecimento não prejudica o entendimento da série. Por trás disso tudo, estão os grandes questionamentos do movimento FSociety: política, economia, moral. Mas primeiro, nossos personagens enfrentam os desafios de acharem a si mesmos antes de salvarem o mundo pela revolução. O brilhante roteiro de Sam Esmail (criador da série, que na segunda temporada escreve e dirige todos os episódios) traz reflexões atualíssimas e polêmicas, como o discurso de Elliot sobre religião no 2x03.


Então não perca mais tempo e aproveite ver Mr. Robot enquanto a série está no ar! A primeira temporada contém apenas 10 episódios. A segunda vai ao ar às quartas-feiras pelo USA, mas logo na quinta a noite, o canal brasileiro Space exibe o episódio inédito do dia anterior, com legendas!




[E para você que está em dia com a série, eu pergunto: onde está Tyrell?]

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