LOST: "House of the Rising Sun" 1x06 [Review Retrô]


  • Escrito por Javier Grillo-Marxuach
  • Dirigido por Michael Zinberg
  • Exibido em 27 de outubro de 2004

Um olho se abre, o esquerdo, e apresenta o personagem que irá ser base do episódio "House of the Rising Sun". O nome do episódio já exclamava e até dava o seu nome, mas ele foi muito mais além disso.

A terra do sol nascente foi vista pela primeira vez na série, e lá, começamos a entender e a apreciar o casal coreano da série. Até então eram vistos quase como figurantes, mas tudo mudou quando Jin colocou, literalmente, as mangas de fora.

Um tremendo ataque deixou perplexos todos na ilha, além dos telespectadores. Uma agressão, praticamente uma tentativa de assassinato, assim, do nada, ao personagem Michael. Racismo, preconceito, enfim, tudo era plausível. Sun, antes de revelar que sabia o idioma inglês, já tentava esclarecer que o relógio portado por Michael era o grande motivo, mas não foi entendida por Sayid.


Um casal aparentemente totalitarista, mas que ficou evidenciado nos flashbacks um grande amor, que quase se perdeu. Uma flor, um pequeno gesto, deu a Sun uma esperança de que aquele era o Jin que aprendeu a amar. 

Iniciou-se da melhor forma mas foi prejudicado devido as suas atitudes, quase pôs tudo a perder por ter seguido, sem pestanejar, as ordens de seu sogro. 

Não tinha dinheiro pra nada mas tinha o amor de Sun. Começou a ter poder, dinheiro, ganhou sangue em suas mãos e quase perdeu seu amor para sempre. Cair na ilha, incrivelmente, salvou a relação.  
"Faço isso por nós dois" — Jin Kwon em "House of the Rising Sun" 1x06

Mas muito além disso, como disse, o episódio nos deu grandes momentos, iniciou ótimos mistérios que vagaram pela série durante as seis temporadas. Foi o caso de "Adão e Eva", dois esqueletos encontrados por acaso, após Charlie ter descoberto e destruído um exame de abelhas.

A partir daí, uma lâmpada acendeu na mente de Jack. Eles poderiam viver ali, local perfeito dentro das condições impostas. Sombra e água fresca. Mas nem todos pensavam assim, Kate não queria ser a "Eva" e muitos ainda tinham esperanças de resgate. A atitude dividiu o grupo e o "viver juntos ou morrer sozinhos" não se aplicava mais, ou, nunca se aplicou de verdade.

Dentro das roupas dos esqueletos, encontraram duas pedras, uma branca e uma preta, que se tornaram símbolos opostos: o bem e o mal; o certo e o errado; a fé e a ciência; o preto e o branco; enfim. 

Vale destacar a grande demorara para o esclarecimento desse mistério, só mencionado na última temporada da série. LOST deu grandes e pequenos mistérios. Uns foram resolvidos rapidamente mas outros demoram bastante, como no caso de "Adão e Eva".
"A ilha, talvez, lhe dê o que procura. Mas você tem que dar algo para ela, em troca.

Nesse núcleo, vimos as primeiras investidas de Locke a Charlie, quando ele tentou ajudar seu amigo, dando a ele o poder da escolha, o livre arbítrio, para que ele pudesse largar as drogas voluntariamente. Um grande desejo de Charlie foi realizado com a ajuda de Locke, mas, como ele próprio disse, foi um "presente da ilha" e ele tinha que dar algo em troca. Ele deu, a princípio, mas não definitivamente. Talvez por isso pagou caro pelo seu ato, posteriormente.

Um episódio com "final feliz", ao som do vilão e voz de Charlie. Confusão de Jin e Michael superada; Charlie "largava" as drogas; enquanto os grupos se dividiam. Mesmo assim, continuavam interligados porque assim, foram escolhidos para estarem lá.



Estou de volta com a coluna "review retrô de LOST", pretendo publicar reviews sobre todos os episódios da série. Reviews dos quatro primeiros episódios já foram publicados aqui no site e pretendo publicar as próximas a cada 15 dias. 

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Leia as reviews publicadas de LOST na coluna "LOST Retrô"

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