The Night Manager [Review]

 Com colaboração de Giovana Trevisan Pigatto


Que surpresa maravilhosa foi essa parceria da BBC, emissora inglesa, com a AMC, dos EUA. A minissérie The Night Manager, em seus seis episódios, foi nada mais, nada menos do que o sucesso que se espera de produções de primeira linha, com atores consagrados.

Adaptada do livro homônimo de John Le Carré, a atuação é o primeiro ponto a chamar a atenção na obra televisiva. Protagonizada por ninguém menos que Tom Hiddleston (o Loki do universo Marvel e que também já realizou trabalhos na BBC como The Hollow Crown), contracenando com Hugh Laurie, o lendário Doutor House. Esses monstros entregaram em cada cena personagens apaixonantes, sejam para o bem (Hiddleston) ou para o mal (Laurie). O primeiro é o gerente noturno de um hotel no Cairo, que rapidamente se envolve com informações secretas sobre tráfico de armas e, em uma busca por vingança, torna-se espião para uma agente determinada a derrubar o "senhor das armas", Richard Roper (Laurie). Infiltrando-se na organização, o espião Jonathan Pine viajará o mundo e ficará muito próximo de mudar de lado no complexo jogo que envolve criminosos internacionais, governos e agências de inteligência.

É claro que ambos estão bem apoiados por coadjuvantes como a brilhante Olivia Colman (Broadchurch) no papel da agente Angela Burr, que recruta Pine. Do outro lado, a namorada de Roper é a personagem que mais cresce durante a história, Jed, interpretada por Elizabeth Debicki (O Grande Gatsby e O Agente da U.N.C.L.E.).

A trilha sonora também ganha destaque, especialmente o tema de abertura que já impressiona no piloto, mas além dela e das atuações e do roteiro brilhantes, a fotografia é um trabalho primordial. Com cenas no Egito, Suíça, Espanha, Turquia e Inglaterra, a série torna-se muito mais prazerosa de assistir, mesmo que atividades ilícitas e um pouco de sangue estejam no plano. Tão quanto genial é o close nos personagens em pontos chaves da trama. Um olhar tenso de Roper, um sorriso falso de Pine, a preocupação de Angela, o medo de Jed. A tensão traz os melhores momentos, como quando Angela e Jonathan precisam se comunicar em um carrinho de sorvete em frente aos homens de Roper, através de uma criança, ou o momento em que a própria Angela, grávida, invade o cofrer de Roper em um quarto de hotel e um capanga do criminoso a surpreende. O roteiro fascina constantemente e prende. O que dizer então do início chocante do segundo episódio, que só depois de alguns minutos descobre-se o que realmente aconteceu? Para quem gosta de maratonar, The Night Manager te dá todos os motivos para isso.


Para quem gosta de espionagem, então, é a pedida ideal. Espionagem, Inglaterra... é claro que lembrar de James Bond é inevitável. E justamente agora que um novo ator para o papel é procurado (Craig ainda não oficializou se estará no próximo filme), o público da minissérie já pede fortemente por Hiddleston. Mas essa é uma outra história. Assim como os filmes de 007, a trama de The Night Manager é extremamente atual, mostrando como atuam os poderosos vendedores de armas no Oriente Médio e como os governos estão envolvidos.

O grande sucesso demanda, automaticamente, uma segunda temporada. Os fãs estão pedindo, desde que o autor do livro esteja envolvido no processo. Seria bem possível uma nova história envolvendo esses personagens. De qualquer maneira, a trama é bem finalizada nesses seis episódios.

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