Vikings: "A Good Treason" 4x01


Fogo "amigo".

Ação, sangue , traição, obsessão. Vikings voltou dando tudo que o telespectador queria, honrando seu enredo e dando continuidade a uma das sagas mais envolventes da TV mundial. Fomos deixados alucinados com o fim da terceira temporada, após a sensacional batalha em Paris, e, quase um ano depois, a série volta do mesmo ponto que parou, incrivelmente mantendo a tensão na alturas, mesmo tendo que recomeçar uma temporada.

A temporada inicia-se com todos os núcleos seguindo suas vidas. Vikings sendo Vikings, luta por poder e ouro, conspirações por vitórias dentro do próprio umbigo. Líderes foram substituídos mas os objetivos não. Saques e mais saques; sangue é derramado. Contudo, após a "ressurreição" de Ragnar Lothbrok, voos mais altos serão dados, porque uma guerra, bem maior, está por vir.

Aparentemente o ápice da temporada se dará ao encontro dos irmãos, que se digladiam desde o início dos tempos. Ragnar tem bom coração e por muitas vezes perdoou seu irmão Rollo, mas parece que agora, suas atitudes não merecerão mais perdão. Rollo ficou em Paris por um objetivo, mas provou, agora, estar preocupado apenas com o seu eu. 

Não sei se algo justificaria a morte de dezenas de Vikings, e do mesmo condado. Não sei se esse motivo, caso exista, seria avalizado por Ragnar. O que podemos concluir é que Rollo resolveu seguir sua vida, gostando de ser "cristão", gostando do poder que é dado. Muitos de seus "irmãos", agora mortos, não concordaram com sua nova faceta e foram mortos, e Ragnar, há, de trazer vingança. 

Por outro lado, essas mortes poderão ser justificadas caso Rollo tenha algo muito maior a atingir, pois, pelo contrário, a batalha mortal com seu irmão será questão de tempo. Já vimos Rollo do outro lado de Ragnar e depois, bem na hora H, honrou seu irmão. Espero que isso se repita.


Ragnar acorda da escuridão para continuar seu reinado e consertar as atrapalhadas de seu filho. Ainda precoce em suas atitudes mas com uma chama de curiosidade tão grande quanto a de seu pai, Bjorn age com seus instintos mas não pensa bem antes de agir: colocou seu pai numa situação difícil e seguiu um caminho sem volta. Poderá voltar vivo mas voltará outra pessoa.

Mas seu pior pesadelo dorme a seu lado. Sua princesa quer mais do que lhe deram e busca o reinado do condado após a morte de seu marido. Claramente infeliz com sua volta, Aslaug deixa crescer uma chama perigosa em seu interior e deverá pagar muito caro por isso. Não tão caro quanto Floki está pagando, praticamente decretou sua morte. Contudo, a visita de Floki aos céus não está garantida, e duvido muito que irá acontecer. O personagem está doente, religiosamente, mas terá que pagar caro, ainda, pela morte de Athelstan. Não imagino Vikings sem Floki.

O outro Viking trouxe também grandes emoções, principalmente com a posse dualizada de Lagertha. Por um momento achávamos que ela estaria em apuros, mas seu parceiro de poder agiu de forma que valorizou muito sua pessoa, matando todos que opuseram a sua opinião. Momentos sangrentos foram vistos, dos mais bárbaros, mais trouxe grande prazer ao telespectador. Bizarro mas é verdade.


Todos os núcleos foram muito bem desenvolvidos, e de forma eletrizante. Vikings mostrou a que veio, chegou chutando a porta, erguendo sua espada sem titubeamento. Rapidamente nos conectou a nova temporada e nos deu direção. Aquele sentimento de curiosidade e de ansiedade para o próximo episódio veio mais rápido do que imaginava e já não vejo a hora de continuar acompanhar essa belíssima saga. Poucas séries fazem isso, atualmente, e feliz por ter, comigo, novamente esses sentimentos.

O Viciado em Série fará reviews de todos os episódios de Vikings. Agradeço, particularmente, à Gabriela Zimmermann, do Constantes & Variáveis por ter feito-me dar uma chance para Vikings, que é, hoje, sem dúvidas, uma das minhas séries preferidas.

Até semana que vem!

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