A 9a temporada de Doctor Who



Cuidado sweeties: spoilers!
Créditos das imagens: Giovana Trevisan Pigatto

Chega aos créditos mais uma temporada de Doctor Who, a segunda de Peter Capaldi, o 12° Doctor. E sem dúvida, muito superior à primeira temporada do ator (2014).

A 9a temporada começou com a emocionante saga do Doctor, Clara e Missy contra Davros, um inimigo de longa data e nada fácil de ser enfrentado. A história, de episódio duplo, deu o tom da temporada, sempre com sagas de 2 semanas, compensando os episódios singulares da 8a temporada. Além disso, deu um final temporário à Missy (antigo Master), que se uniu aos Daleks e deixou um gostinho de que irá aprontar em breve. Esperava-se seu retorno para o final da temporada, assim como no último ano, mas felizmente não foi o que aconteceu.

A temporada estava reservada para ela: Clara Oswald. Já era sabido pelo público que essa seria a última temporada da companion que se uniu ao Doctor (na época o 11°, interpretado por Matt Smith) lá na 7a temporada (2013). Enquanto ela desfrutava de suas últimas aventuras, agora ao lado de um Doctor muito mais amável, heróico, que se importa com tudo e com todos (totalmente oposto ao da temporada passada), conhecemos Ashildr, a personagem da sensação de Game of Thrones, Maisie Williams.


A garota imortal, apesar de não ter agradado a todos, teve duas funções de extrema importância. Primeiramente, foi nesse caso que Doctor solucionou um mistério que vinha desde Deep Breath (8x01), seu rosto regenerado já conhecido, lá em Pompéia em uma aventura com Donna Noble (4x02). O flashback do caso e a lembrança de salvar as pessoas foi emocionante. Depois disso, Ashildr ficou vagando sozinha pelo espaço e pelo tempo, o que culminaria no final de Clara.

A Impossible Girl teve um final com o tratamento merecido. Moffat mais uma vez conseguiu levar os fãs às lágrimas, tornando-a, mais uma vez, heroína; levando sua saga à Gallifrey, reunindo Time-Lords e TARDISes. Clara concluiu seu tempo com o Doctor, o salvando mais uma vez. Agora não é a companion quem esquece tudo (pobre Donna), mas sim ele. Ele ainda sabe tocar sua música na guitarra, sabe seu nome... mas não se lembra dela, a garota impossível. E assim, Clara e Ashildr partem universo a fora, em sua própria TARDIS, dignas de um spin-off.


O Doctor ficou triste sem nem saber o por quê. Mas logo reencontra River, em um especial de Natal emocionante e surpreendente. Lembram do episódio da biblioteca, lá na 4a temporada com David Tennant? Pois é, tudo o que River disse sobre o último encontro com seu marido, Moffat trouxe às telas 7 anos depois. Um início divertidíssimo, bem humorado, com algumas referências ao Doctor de Matt Smith (dorzinha no coração), mas que logo torna-se romântico e triste, sempre intermediado com muita ação, aliens e ciborgues. Vale uma menção honrosa para a maravilhosa química entre Alex Kingston e Peter Capaldi. Com certeza muitos fãs adorariam ver uma temporada com os 24 anos da última noite do casal.


Termina assim mais um ano, muito bom, para Doctor Who. Termina a saga de uma companion especial, talvez a mais importante de todas na história desse Time-Lord (reveja The Name of the Doctor). Termina o, provavelmente, penúltimo ano de Peter Capaldi no papel principal. E ainda outra incerteza nos assombra: Steven Moffat, o gênio por trás da série (e de Sherlock) procura um substituto para Doctor Who. Qual o futuro da série? Qual a próxima companion? E os boatos de uma Doctor? 2016 terá temporada? Esperamos que sim, pois essa de 2015 trouxe de volta o alto nível da melhor ficção científica da TV mundial.

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