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Breves notas de uma seriadora sem tempo


Senti uma vontade súbita de escrever nesse espaço que tanto adoro. Quem me conhece sabe que falar sobre séries é uma das paixões da minha vida, e aqui, tento organizar meus pensamentos e um amontoado de paixões.

Acontece que eu costumava escrever com mais frequência, fazia reviews de Arrow, tentava expressar emoções sobre Lost, entre outros vícios. Mas a vida aconteceu, como bem disse Adele esses tempos... e tempo está difícil de ser encontrado, para ver séries e, muito mais, para escrever sobre elas. E quando percebo, já estamos na reta final de 2015. Tanta coisa boa vista esse ano: maravilhosas surpresas como Daredevil e Mr. Robot (foto), a incrível season finale da primeira temporada de The Flash, assim como a já ótima segunda temporada em andamento, e o triste decaimento do nível de Arrow.

Mas é tanto o carinho que tenho pela série do Arqueiro, que vou dar um pequeno parágrafo a ela. Essa quarta temporada está fraca, fato. Pontos altos até agora são o intrigante vilão Damien Dhark e a participação genial de Constantine (4x05). De resto, plots previsíveis, como os retornos de Sara e Ray, o romance Olicity e o Green Arrow. Torcendo muito para que a série melhore e traga episódios realmente emocionantes, como em suas duas primeiras temporadas.

Relembrando 2015, tive ainda imensos prazeres ao ver a segunda temporada de Tyrant, que continua em um altíssimo nível, com cada episódio melhor que o anterior. Infelizmente, muita gente não conhece (acredito que mesmo com a Globo tendo exibido a primeira temporada naqueles tristes horários da madrugada), portanto, se você ainda não viu, fica a recomendação. Teve também a ótima temporada de estreia de Better Call Saul, em uma pegada divertida e dramática ao mesmo tempo, me deixando super ansiosa para fevereiro de 2016, sua segunda temporada.

Em andamento, venho ficando muito contente com a nona temporada de Doctor Who, finalmente voltando com tramas complexas, com o Doctor de Capaldi muito mais simpático, divertido e apaixonante. O final da temporada com a despedida da fofa Clara Oswald promete! Ainda em andamento, The Big Bang Theory tem melhorado aos poucos, porque finalmente está retomando os plots só com os rapazes, o que deixa a série muito mais divertida. Modern Family sempre arrasando, continua engraçada e muito fofinha, aquela pedida certa de algo leve após um dia difícil.

Opa, quase me esquecendo que a quinta temporada de Homeland também está de tirar o fôlego. Começou bem morninha, mas depois do 5x04 consolidou sua marca mais uma vez, me deixando de queixo caído. E que venham Emmys e Globos de Ouro para Claire Danes!

Mas 2015 ainda não terminou, e além das mid-seasons natalinas chegando e o final da temporada de Doctor Who, temos a super estreia da segunda parceria Marvel-Netflix: Jessica Jones. A série está prometendo muito após o sucesso estrondoso de Daredevil. Com David Tennant como vilão, as expectativas são altas mesmo, portanto, todos atentos no próximo dia 20.

E logo em janeiro, aguardo loucamente o especial de Sherlock (dedos cruzados para chegar nos cinemas brasileiros). Sim, um dos maiores sucessos da BBC de todos os tempos volta após milhares de anos, com um especial ambientado no século XIX. No aguardo também para a segunda temporada de Agent Carter, após uma surpreendente primeira temporada de apenas 8 episódios.

Além disso tudo, me dei por viciar em talk-shows, dois em particular: The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (ele se consolidou, ao meu ver, o melhor host de talk-shows dos últimos anos, um verdadeiro show-man extremamente talentoso, finalmente reconhecido e respeitado por Hollywood) e The Graham Norton Show (aquele humor ácido em toda glória britânica). Chega a ser desesperador ver a quantidade de talk-shows no ar atualmente, com convidados ilustres todos os dias da semana, ainda mais em época de eleições estadunidenses. Muita diversão garantida, além das recomendações de filmes, séries e álbuns por vir. Apesar de quase todos seguirem sempre o mesmo formato, o sucesso é garantido.

Pois é, com Marvel, Netflix, Jimmy Fallon e BBC dominando minha agenda, além das séries americanas usuais, haja tempo. Mas que não tem coisa melhor do que chegar em casa após um longo dia e ver ao menos um episódio de uma das muitas séries da grade, ah, não tem mesmo. 

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