A Quinta Temporada de The Walking Dead [Segunda Parte]


Não dá pra ficar cinco temporadas assistindo uma série e ficar reclamando das mesmas coisas, sempre. Quem assiste The Walking Dead sabe como a série é, e dentro do que ela sempre propôs, a série entrega uma segunda metade de temporada excelente. 

A série simplesmente se recusar a dar pistas de desenvolvimento a longo prazo. O plano é: "Sobreviver, custe o que custar". Mais nada. Saber como começou a infecção, ou outro assunto similar, nem pensar. O plano é conseguir alimentos, água, moradia, enquanto um, outro ou dezenas de Walkers vão sendo eliminados pelo caminho.

A primeira metade da quinta temporada terminou desiludindo, pois a esperança que o cientista maluco tivesse falando a verdade existia, e a descoberta de sua mentira desanimou a todos, porém, Washington ainda estava nos planos, mesmo sem nenhum ponto de referência. A iniciativa foi muito bem justificada: "Por Beth". Partiram rumo a um lugar e foram parar em outro. Buscaram o inferno e encontraram o céu, literalmente. 

Mas por um lado uma turma não tinha muito o que fazer na série, e, felizmente (ou não), foram morrendo. Personagem irrelevante tem que morrer mesmo e a série tem muitos deles. A turma "salvadora da humanidade" ficou sem o que fazer na temporada, após as mentiras de Eugene, não acrescentaram em quase nada, poderiam ter morrido todos. As mortes ficaram por conta de Tyresse - infelizmente, um bom personagem mas que foi mal aproveitado - e Noah, tadinho. Não "fedia e nem cheirava" mas dó do personagem, dó do ator, marcado eternamente por viver Chris, em "Everybody Hates Chris".


A temporada acertou e muito em dar suspense na dose certa. Era difícil de acreditar que "Alexandria" era mesmo um lugar que demonstrava ser. A qualquer momento esperávamos algum plano maquiavélico por trás... enfim, tipico do saudoso Governador. Mas as intenções da governanta eram puras, aquele povo se tratava da última bondade vista na raça humana, e dessa vez a "maldade" esteve do lado que não esperávamos.

"Tomamos o lugar", disse Rick em certo momento. Ali vimos nos olhos do personagem tudo que passou naquele mundo, e de certa forma, avalizamos sua ideia. Porém algo tinha que acontecer para que eles começassem a agir, mas dessa vez eles não esperaram a guerra começar, agiram antes, se precaveram, roubaram armas, ameaçaram crianças... e Rick ainda foi se meter em briga de marido e mulher. Quase levou a pior. 

Naquele mundo sem lei, uma situação doméstica daquela era quase que "aceitável", mas o coração e a carência de Rick falou mais alto, não tão alto para chegar aos ouvidos de Deanna, governanta que perdeu seu filho e marido de forma brutal. Ambas mortes casuais, mas naquele mundo, o casual tem que ser eliminado, antes que inocentes paguem por eles, como pagaram. 


O suspense veio de forma diferente, a qualquer momento esperávamos algo que justificasse a busca por humanos para "Alexandria", mas a temporada se baseou na transformação dos personagens, como lidaram com momentos bons e ruins simultaneamente, e como reagiram por mortes dolorosas. O Padre, louco, foi um dos personagens que quase pôs tudo a perder, ilustrando a clara doença religiosa que assola a humanidade. Sasha foi outra que "pirou na batatinha", enfim, situações causadas pelo stress vivido naquele mundo, e foi interessante de se ver.

Diminuir expectativas, aceitar sua proposta e curtir, fez-me ver a série com outros olhos. Claro, existe erros, de continuidade, de desenvolvimento, erros técnicos, más atuações, enfim. E claro, novamente, tem muito ainda tem pra ser contado, que a série dure 20 temporadas mas deverão contar, porém é série sobre um grupo de sobreviventes: alguns morrem outros aparecem, mas o núcleo principal é mantido. Em busca de comida, água e abrigo, vão seguindo a vida, encontrando novos lugares, novas pessoas e culturas pela frente, e nós vamos acompanhando da maneira que acharmos conveniente.

Avaliação:
*****
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