O Final de The Mentalist


Acabou. Mais uma série finalizada, mais saudades que ficam. The Mentalist pode não ter tido um grande final, com surpresas e aquela ansiedade que normalmente é causada nos últimos episódios, mas teve suas duas últimas temporadas bem diferentes do resto, criando quase que uma nova série. Aqueles personagens que simpatizaram com o público de maneira rápida, entregavam, toda semana, um pouco da rotina de seus trabalhos, e deixaram a série fazer parte da nosso dia a dia. Uma novela? Talvez, mas aquela novela que, mesmo não sendo mais tão boa, vai fazer falta.

 

Desde que Bruno Heller (atualmente produzindo Gotham) perdeu seus toques mágicos a partir da 4a temporada, e, para a grande maioria, não foi feliz na resolução do caso Red John, a série caiu numa típica trama novelesca. Novos personagens chegaram, e a maioria agradou. Era como uma grande família: Cho, mantendo a velha guarda da série; Abbot, o chefe bonzinho que shippava Jisbon; Wylie, o fofo alívio cômico; Vega, a novata; e Jane e Lisbon, o casal que faltava finalmente ficar junto para a série chegar ao fim.

Nessas duas últimas temporadas, tivemos vários casos interessantes, pudemos desfrutar dos típicos planos brilhantes de Jane, mas também tivemos casos fracos, apenas "another day in the office". O que intrigava na série era, além do romance de Jane e Lisbon, a novata Michelle Vega, que entre Cho e Wylie, causava alguma suspeita no início. No entanto, ela foi ganhando a confiança dos colegas e do público, fazendo com que sua inesperada morte fosse sentida no 7x10. Episódio triste para início de despedida. Com Abbot indo embora do FBI e Jane e Lisbon prestes a se casar, nada mais ideal do que um serial killer para esquentar os momentos finais.

O que tinha muito potencial para dar certo...mas deu errado. Heller inseriu o assassino no penúltimo episódio apenas, sendo incapaz de criar assim um suspense que realmente desse medo, como foi feito com Red John. Além disso, o personagem era fraco, pouco inteligente e foi facilmente capturado. Mas podemos admitir que ver a Lisbon segurando uma arma com o vestido de noiva foi bem legal.


E não podemos deixar de elogiar aquele efeito nostálgico que todo último episódio de série tem que trazer: Jane voltando a fingir ser um vidente na mídia; Van Pelt e Rigsby reaparecendo para o casório (e aquela selfie do casal com Cho que vai ficar guardada no coração dos fãs). Porém, sempre há tempo de inserir os já não tão novos personagens no momento nostalgia: impossível não sentir saudades de Abbot e Wylie ao vê-los dançando na festa.


E foi assim que essa ótima série de 7 anos terminou no mês passado, como uma novela: teve casamento, prisão, festa com música de flashback, crianças correndo e, é claro, Lisbon e Jane esperando um bebê. Sem dúvidas, toda aquela mesmice dos episódios e a fofa família do FBI deixarão saudades. Sem falar na sempre excelente atuação de Simon Baker, e aquele olhar melancólico que só ele sabe fazer. A rotina dos seriadores dessa geração não será mais a mesma.


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