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The Walking Dead: "No Sanctuary" 5x01 [Season Première]


Exército de uma mulher só.

Por episódios como esse que The Walking Dead ainda é uma série que merece e muito ser vista. Quando eles querem, eles fazem. "No Sanctuary" entra para a lista dos episódios da prateleira de cima de Walking Dead, facilmente estando entre os três melhores.

O que irrita na série, com grande exemplo da metade da última temporada, é que propositalmente eles enrolam demais. Se a série tivesse sempre episódios do mesmo nível de "No Sanctuary", "Too Far Gone" ou "Seed", conseguiria ainda mais sucesso, ainda mais audiência, ainda mais dinheiro, e obrigatoriamente, ganharia notoriedade nas principais premiações da TV, que atualmente inexiste. 

Emocionante, eletrizante, impactante, e principalmente, surpreendente. Surpreso pela estrutura adotada para essa volta. Jurava que eles iriam passar a metade da temporada dentro do Terminal, tentando e demorando a sair do container; acreditava que iríamos ver tudo bem devagar, e que até iríamos acompanhar mais detalhes daqueles novos personagens, daquele lugar... Mas não. De imediato a série nos deu respostas, resoluções e seguimento para a trama, deixando tudo ainda mais espetacular.


Eles demoraram oito episódios, meia temporada, indo para o Terminal, após a queda da penitenciária. Não imaginaria, mesmo, que sairiam dali tão cedo. Felizmente estava errado. A série já nos protelou diversas vezes, trouxe muitas vezes episódios morosos e irrelevantes, mas ela sabe dá ao público o que ele quer, e na hora que quer.

E tudo isso protagonizado por uma heroína: Carol. Tudo bem que vimos uma espécie de "Rambo de Saias". Só faltou ela amarrar uma fita vermelha na testa. Mas Carol foi espetacular, corajosa e honrosa. Foi para uma missão suicida, mas que diferença isso faz naquele mundo? Todo dia há uma guerra, e Carol foi para sua, munida com poucas armas, mas com grande inteligência.

Responsável direto por salvar a vida de Rick e cia. Começamos o episódio perplexos, com Rick, Daryl e Glenn correndo sérios riscos de morte. Não imaginava que eles seriam abatidos como um gado, mas iriam. Os primeiros a morrer, figurantes, trouxeram grande impacto ao telespectador, e quem não gelou a espinha ao ver que Glenn era a bola da vez. Poderia morrer, talvez, seria muito impactante, mas a série já mostrou cenas ousadas. Mas tudo foi resolvido de maneira coesa, com Carol explodindo o lugar, dando entrada para os Walkers, fazendo com que tudo voasse pelos ares.


A partir dali, estavam salvos, convenhamos. A guerra ficou aberta, e com os dois lados munidos. O "antes e depois" inserido nesse episódio, mostrou que, na verdade, não existe bandidos e mocinhos, existem lados que tentam sobreviver, existe presa e predador, e um mundo fantasioso, um paraíso, sugerido pelas placas, não existe, e os nossos sobreviventes foram inocentes demais em acreditar nelas.

O grande encontro aconteceu. Carol, que grande tapa de luvas em Rick. Salvou sua vida e ainda devolveu-lhe sua filha. Não houve um "obrigado" dito literalmente, mas nada que Rick dissesse seria suficiente para agradecer o que Carol fez por ele, por ela, e por eles, e o silêncio soou como grande recompensa, e arrependimento de Rick por ter expulsado Carol do grupo.

Como ainda não bastasse, uma toada emocionante veio para o último ato do episódio, quando Rick reencontra sua filha, sã e salva, causando lágrimas em todos os envolvidos, telespectadores, e nesse que vos escreve. Muito emocionante, perpendicular à qualidade do episódio e ao desenvolvimento da trama.


Resta-os agora irem para a capital, onde o grande "professor pardal" tem a missão de salvar o mundo. Ele tem a capacidade de criar uma "doença" para combater essa "doença walker", e que provavelmente gastarão sete episódios para chegar lá, apesar de que ninguém mais garante isso. Mas se vier, se tiver mais enrolação e morosidade, que venha, pois agora a série está com crédito na casa.

Avaliação:
***** 

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