A volta de Homeland: 4ª Temporada

Com base nos episódios "The Drone Queen", "Trylon and Perisphere" e "Shalwar Kameez"
4x01, 4x02 e 4x03.

A nova Homeland.

Os personagens, que sobraram, são os mesmos, mas Homeland inicia seu quarto ano praticamente do zero, mantendo a sua premissa, mas em outros ares. Tudo parece e precisa ser esquecido, e tudo isso fica bem evidenciado nas atitudes de Carrie, que tenta estar o mais longe possível de sua filha, da mesma forma que a história contada em seus primeiros anos.

Brody só é lembrado ao vermos a face de sua filha com Carrie, diga-se, daquelas crianças que nem precisa fazer qualquer tipo de exame para determinar a paternidade. Xerox do pai. Esse plot serviu pra fechar, praticamente, o núcleo familiar de Carrie: não vejo mais porque voltar nele, ainda mais que seu pai na série, mencionado no segundo episódio, o ator James Rebhorn, não aparecerá mais por motivos óbvios: morreu no ano passado. 


Então, vida que segue, e Homeland segue para o Paquistão, epicentro do terrorismo mundial, atualmente. A série acerta em cheio em usar o pais como cenário, ilustrando muito bem a guerra que completa 14 anos entre Estados Unidos e Afeganistão, após o fatídico 11 de setembro. Inspirações para o enrendo não irão faltar, e a série volta com um típico bombardeio mal realizado, que acaba levando vítimas inocentes, da mesma forma que acontece até hoje, diariamente, no oriente médio.

Como trocar de roupa, foi o que deu pra sentir após a CIA bombardear um local onde era realizado um casamento. Muita frieza, calculistas, orquestradas por monstros de gelo fazendo o seus "trabalhos". Em um minuto estão matando pessoas, e no outro, estão festejando o aniversário de Carrie, como se nada tivesse acontecido. Carrie, no caso, vai embora e dorme tranquilamente, como se nada, de novo, tivesse acontecido. E não aconteceu mesmo, para ela, pois são ossos do ofício. 


Mas o ataque trouxe consequências que estão servindo para dar sustentabilidade à temporada: o fato causou a morte brutal do diretor Sandy Bachman (Corey Stoll), que além de culminar numa investigação que teve grande progresso no final do terceiro episódio, fez com que Carrie arrumasse sua vida, conseguindo fugir de sua filha, de sua antiga vida, para chefiar, finalmente, uma base de operações da CIA. Como não poderia deixar de acontecer, enfrenta dificuldades, e teve a ajuda de seus fiéis escudeiros - Quinn e Saul - dando aquele gostinho de "família unida" novamente.

De quebra, inseriram um núcleo local, protagonizado pelo personagem Aayan Ibrahim (Suraj Sharma - As Aventuras de Pi ), uma vitima da guerra, da irresponsabilidade, e que servirá muito bem para ilustrar o outro lado da história, o lado mais fraco, que na maioria das vezes é deixado de lado. Aayan teve sua família dizimada, e agora luta para sobreviver, na paz, tentando estudar, tentando ser alguém no meio do inferno.


A série volta com três ótimos episódios, com momentos tensos e eletrizantes. Homeland sempre foi uma série muito bem feita, bem escrita e com ótimos atores. A temporada passada pecou em focar demais em personagens desgastados, que felizmente não fazem parte mais da série. Agora, novos objetivos foram traçados, irrelevância foi deixada de lado, para que possa aparecer espaços para a série mostrar o seu melhor, e não tenho dúvidas que irá mostrar ao longo dessa nova temporada.

Avaliação:
*****
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