True Blood: "Love is to Die" 7x09 [Review]



Você acaba de levar um tiro, vai para o hospital, mas quando começa a receber atendimento, quando o médico começa a tirar a bala de seu corpo para salvar sua vida, você diz: "Não faça isso, quero morrer, aceito o meu destino". Ah, então morra, diabo!

Foi mais o menos o que aconteceu com Bill. Claro, ele deu um motivo esdruxulo para a causa, mas pare, não faça-me engolir isso, Mr Compton. Seus argumentos são válidos para o seu egoísmo, pois não só Sookie se importou com você, e sim, principalmente, Jessica, além, é claro, desses persistentes telespectadores que gostam desse personagem, que torciam para que o principal vampiro da série tivesse um final menos covarde e chato como o que ele terá. 

E o episódio, penúltimo (ufa!) da série, tratou de "discutir relações". Sookie ficou aos prantos pela desistência da "vida" por Bill, enquanto o crápula pedia ajuda, simplesmente, para o grandioso e "maligno" Eric, aquele que a até pouco tempo disputava o "amor" da (sa) fada. Quando parecia que haveria um desfecho para a causa, o episódio acaba. Os produtores tiveram a cara de pau de deixar esse "cliffhanger" para o ÚLTIMO episódio da série.

Enquanto isso, ou antes disso, vimos o triângulo amoroso voltar aos bons, ruins e velhos problemas de sempre. Estava tão bom Hoyt no Alska, esquecido, vivendo feliz com seu novo amor. Fizeram o coitado voltar, para sofrer, para ser enganado, pois impossível mesmo resistir à tentação denominada Jessica. A relação já tinha acabado, satisfatoriamente, eles não mereciam voltar. Jessica traiu Hoyt, a culpa não é só do Jason, e ela com certeza omitiu isso. Ou Hoyt não quis saber, pois a dor da traição não é sentida por ele nesse momento. 


Mas, usando da mesma sacanagem, ou falta dela, Hoyt deixa Brigette a ver navios, indo para os braços de Jessica, logo após dizer que amava sua atual namorada. É muito relacionamento sem noção que a série exibe. Tão sem noção quanto colocar Jason e Brigette na cama para discutirem relação. Não é possível que a série vai terminar com os dois juntos, Jason não merece terminar com ninguém. 

E a trama (!) não andou nada nesse episódio e vamos nos contentar mesmo com o que tem aí, com, obviamente, um salto no tempo no próximo episódio para deixar claro o fim da trama. Sam, o prefeito, já deu adeus à série, renunciou a seu cargo e foi-se embora com a mãe de seu filho, enquanto Arlene encaminha também o seu fim amoroso na série. Um episódio que foi basicamente para definir o "amor".

O que restou disso tudo até que serviu para entreter: Pam, impagável, personagem espetacular que foi muito mal aproveitado na série, termina o episódio com uma super estaca apontada para o seu corpo, fato que fez-me tremer, temendo sua morte. A essa altura da série isso poderia mesmo acontecer. Mas os japas ainda seguem "precisando" de Eric, e agora, com Sookie sabendo do segredo, quererem matar a fadinha? Ah, me poupe, True Blood, não precisava disso.


Eric finalmente "transando" com Ginger foi outro ponto alto do episódio.

"Thank You", nome do último episódio de True Blood, um agradecimento aos fãs, óbvio, por conseguir assistir as sete doloridas temporadas da série.

Avaliação:
*****

Tecnologia do Blogger.