Previously on True Blood: Review S07 — 03, 04 e 05

Com spoilers dos episódios 7x03, 7x04 e 7x05

Só gostaria que a última temporada de True Blood terminasse o mais rápido possível.

Não há mais esperanças de uma temporada "redentora" para True Blood, daquelas que poderia "salvar" a lástima que foi a série em temporadas anteriores. Talvez traga um fim menos revoltante do que foi o fim de Dexter, por exemplo, mas nada apagará os sofríveis momentos que acompanhamos da série, e sua temporada final vem pra dizer, vem pra consolidar o quão ruim a série se tornou.

E se é difícil assistir os episódios, imagine ainda mais escrever sobre eles, fato que justifica três episódios sem reviews da série aqui no Viciado em Série. Já estamos na metade da última temporada e nada de relevante ou empolgante foi mostrado, e nada fica para instigarmos a acompanhar os episódios finais. Acompanharemos, claro, são sete anos assistindo a série e temos que testemunhar o fim dessa bagaça, para que podemos fechar definitivamente o nosso caixão para ela.


Claro que ainda acompanhamos momentos interessantes, os personagens são os mesmos, e aprendemos a amá-los e a odiá-los. Contudo, em termos de desenvolvimento de trama, história, o que realmente importa em uma série, True Blood deixa e muito a desejar, praticamente não trazendo nada de interessante em sua temporada final. (exceto a revelação que Lafayette é gay ativo e não passivo, como imaginávamos - rs) 

Em cinco episódios acompanhamos uma invasão de revoltantes vampiros infectados, que foram dizimados sem muita dificuldade. E depois... nada. "Vamos festejar!" Foi o que mostrou o quinto episódio, "Return to Oz", onde se jogaram, esqueceram de tudo e de todos, enchendo o copo de tequila, uma alusão ao que os telespectadores devem fazer após o fim da série: esquecer.

Paralelamente acompanhamos a saga de Eric, que ressurge das cinzas para se vingar de Sarah Newlin, fato que sinceramente nem lembro o porque, e nem vou pesquisar. Deve ser a tequila, enfim. Eric foi jogado fora da "trama" de Bon Temps, e está fazendo e muita falta. Ao lado de Pam, o personagem sempre foi um dos melhores entre os piores, e que parece ter destino próprio nessa temporada.

E o destino dos personagens, claro, todos sabem. E claro que não morrerão infectados. Claro, óbvio que Bill, o novo infectado ("OMG!", SQN), não vai morrer disso. A série, além de chata, se torna cada vez mais óbvia. 


Óbvio que Alcide ia morrer, Sookie não iria terminar a série com aquele mala, e em muito breve estará nos braços, novamente, de Bill. Óbvio que Jessica e Jason iriam se reatar, seus pares estavam com validade vencida. É muita obviedade para uma série só.

Mas conseguimos tirar momentos interessantes e cômicos, como o pedido de casamento de Andy, e os sempre hilários momentos de Arlene, Lafayette e Ginger. Mas isso é muito pouco pra justificar uma hora assistindo a série, que, pra piorar, apela para os flashbacks sem nexo, uma típica artimanha para "encher linguiça"

Os casais se reatando, encontrando amores eternos, típicos de novelas globais, enquanto uma fraca trama sofre pra tentar sustentar a temporada, e não consegue. Enfim, assim se arrasta a última temporada de True Blood, onde deixa uma sentimento de alívio pelo seu fim, lamentação pelo que a série era e o que se tornou, e um tempo gasto assistindo ela que não teremos de volta nunca mais.

Avaliação:
*****

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