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Masters of Sex: "Parallax" 2x01 [Season Première]


Agora chegou a hora de decidir.

A segunda temporada de uma série é repleta de aspectos que podem derrubá-la ou levantá-la. Masters of Sex estreia a sua segunda temporada repleta de expectativas, devido a sua excelente temporada de estreia. Então chegou a hora de vermos se Masters of Sex é tudo isso que pensamos ou se é apenas "fogo de palha", mas em se tratando de seu episódio de retorno, podemos esperar o melhor para ela. 

A série não é novidade mais, e repetir a fórmula inicial pode ser um grande "tiro no pé". A manutenção do sucesso da série só será possível se houver desenvolvimento da trama, abrindo mais possibilidades dentro de sua premissa, que não só apenas enriquecerá o seu conteúdo, mas deixará até o que consideramos "mais do mesmo" mais evidenciado, enriquecido. 

E a princípio, nesse episódio, algo soou desanimador. Claro, Dr. Masters não ficaria desempregado e sua pesquisa deve continuar. É o núcleo da série, mas a temporada não pode se fixar em "apenas isso". Como não se fixou. Acompanhamos imediatamente a sequência dos momentos vistos no seu season finale passado, quando Masters, como um cachorro molhado, foi humildemente atrás de Virginia, para que a partir daí, começasse a se desenhar a história, que não trouxe, nesse núcleo, momentos bombásticos, mas foi produzido de esplêndida forma.


Excelente a estrutura de narrativa apresentada. O episódio nos mostrou flashbacks de momentos vividos em muito pouco tempo na série, ilustrando o núcleo principal, composto de Masters e Virgínia, claro. E mais, mostrando o ângulo de visão e pensamento de ambos separadamente, para que pudesse ficar claro a intenção de ambos. Fenomenal, acho que essa palavra cabe para a iniciativa do diretor Michael Apted.

E ao final acompanhamos o desfecho. Dr. Masters quer continuar com os estudos, claro, mas também quer Virgínia de outra forma, está perdidamente apaixonado por ela, e não recebe o mesmo sentimento de volta. Virginia claramente demostra estar trocando o seu romance promissor com Dr. Ethan pela pesquisa, e considera o seu relacionamento com Masters apenas profissional, transparecendo não haver quaisquer outros sentimentos. 

Incrível como Virginia é assediada, parecendo que ela tenha algo, entre as pernas, completamente de outro mundo, e que leva todos à loucura, justificando a paixonite de Masters, Ethan, enfim, e até aguça a curiosidade do telespectador masculino. A atriz Lizzy Caplan não é um símbolo sexual, mas o seu comportamento dá ao seu personagem uma conotação sensual e sexual absurda.

Mas, ainda bem, a série não se reduzirá às pesquisas de Dr. Masters e Virginia. Plots promissores foram acrescentados, mesmo em doses reduzidas, ilustrando o enredo: Masters e seus problemas familiares com sua mãe, esposa e filho; Dr. Austin e sua fama de mulherengo lhe trazendo problemas; e um caso mais importante que merece destaque: a "cura gay".


Impressionante e trágico a realidade. A "cura gay" mostrada na série é uma verdadeira atrocidade, testemunhada em décadas passadas. Barton Scully é o gay em questão, que passa por terríveis tratamentos para tentar se curar, que mostram que são imensamente maléficos à saúde física e psicológica. Aceitar uma condição homossexual naquela época era como se fosse crime, ainda mais para pessoas conhecidas como ele, e a óbvia falha no tratamento, aliado às frustradas tentativas de Scully "virar homem", trouxe o momento mais impactante do episódio, quiçá da série, quando tenta suicídio mas é salvo por sua esposa e filha. Dramático. Triste. 

E tudo isso é apenas o começo da temporada, pois muita coisa está pra vir, e vários assuntos empolgantes estão para serem desenvolvidos e acrescentados. A série poderá (e vai) trazer debates sobre a pílula anticoncepcional, o exame de Papa Nicolau, enfim, plots esses já pincelados na temporada anterior. Porém as agressões em relacionamentos também gerará momentos, como vimos nesse episódio com a Dra. Lillian DePaul, mostrando e provando que a série não tem limites, que não é uma série "apenas" sobre sexo, e sim, uma das melhores coisas presentes na TV americana. 

Avaliação:
*****

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