The Good Wife: "A Weird Year" 5x22 [Season Finale]

Um season finale que fecha com chave de ouro a excepcional 5ª temporada de The Good Wife.

Uma série que sabe o que faz. Ela sabe pisar no freio e sabe acelerar quando precisa. Nessa temporada tivemos momentos espetaculares, explosivos, mas dentre os 22 episódios tivemos vários procedurais, daqueles baseados em casos semanais, típicos da série. Mesmo nesses episódios, a série soube entreter o telespectador, dando sustentabilidade à temporada, e nos preparando para os episódios épicos. "A Weird Year" não foi um episódio épico, mas foi perfeito para fechar a trama da temporada, e melhor, para pincelar o enredo que será baseado o novo ano, sem deixar, claro, de trazer excepcionais momentos.

Terminamos "The One Percent" com a promessa de guerra de Diane, que pretendia colocar a LG nos eixos. Canning era o homem a ser batido, porém unido com o diabo, leia-se David Lee, Canning se tornou ainda mais perigoso, chegando a ser imbatível após a cruel iniciativa de usar as atitudes do falecido Will para tirar Diane do cargo. Para quê? Não morrer antes da hora. Uma difícil guerra que Diane até poderia prolongar, com a ajuda de Kalinda, mas Diane preferiu lutar com outras armas. Ao inés de trazer a Florrick/Agos para a LG, que está dominada por anjos e demônios, preferiu ficar ao lado de quem adotamos para torcer, onde será peça importante para o crescimento da empresa, consequentemente, a destruição da LG: agora LG/C e que provavelmente se chamará Canning/Lee. E que a alma de Will Gardner descanse em paz.

Porém até chegar nesse ponto, as 'negociações' foram calorosas, e ao extremo. Triste ver Alicia e Cary discutindo daquela forma, dividindo a firma daquela forma. Lembrou os velhos e péssimos tempos da LG. Ambos tinham argumentos válidos, mas não precisavam apelar para os votos. A Florrick/Agos parecia que seria uma firma diferente, pois os sócios são "amigos", vieram de baixo e montaram a firma juntos, mas o que vimos foi que, sempre, no mundo da advocacia, o leão que tiver a boca maior vence. Nesse caso, o leão leva o nome de "votos". A jogada de Diane coloca panos quentes nesse atrito, e esperamos que os sócios maioritários da Florrick/Agos pensem melhor antes de tomarem decisões importantes de ''cabeça-quente'', sem deixar as emoções interferirem nos negócios.

Alicia estava à flor da pele, enquanto Cary descobria que pela milésima vez estava sendo enganado por Kalinda, mas notei que Cary estava tentando acalmar a situação, mas Alicia estava incontrolável. .


Mais uma vez vimos que Alícia estava no centro de tudo, tendo que resolver tudo e sobre todos ao mesmo tempo. Seu filho formando, deixando seu ninho vazio, núcleo que baseou o lado familiar do episódio, trazendo momentos engraçados, em mais um embate entre sua mãe e sua sogra, agora bêbada. Eles serviram para trazer momentos engraçados para nós, mas muita raiva para Alícia, que recebeu ligações irritantes delas a todo instante, chegando ao cúmulo de colocar até Peter, o governador, na confusão. Mas ao final, como sempre, Alícia consegue resolver tudo, mesmo aos trancos e barrancos.

Quem não deve estar perto de conseguir resolver seus problemas pessoais é Cary, o loiro advogado que sempre é passado para trás, coitado. Ele parece estar decidido não ser mais o trouxa, dado o confronto com Alícia, e talvez, só talvez, deverá agir da mesma forma com Kalinda. Ela deveria receber em sua cara umas boas palavras verdadeiras. A detetive tem agido como puta com Cary, não tem outra palavra. Puta faz sexo por dinheiro e Kalinda fez sexo com ele, muitas vezes, por informações, "em nome do trabalho". Isso não é justificativa, e isso Cary deveria deixar bem claro pra ela. Talvez poderá dizer isso logo nos próximos episódios, pois acredito que Diane não virá para a Florrick/Agos sozinha.

E o lado político veio para amarrar toda a trama, envolvendo Diane e Alicia na disputa pela promotoria. Diane foi digna, jogando na cara do governador o seu descontentamento, posteriormente desistindo da candidatura, fato que trouxe desespero para o excepcional Eli, mas que, como sempre, tirou uma brilhante ideia de sua cabecinha de gênio: Alícia. Será? Porque não? A iniciativa embola de vez, positivamente, a trama que se baseará a nova temporada da série. Uma jogada genial, que tenho certeza que trará excepcionais momentos. Alícia cada vez mais subindo de cargo, alcançando, até então, o inimaginável a 5 anos atrás.

Não duvido nada que, se darem mais temporadas para a série, Alicia chegará a algum cargo político importante, sei lá. Sei lá se seria uma boa para ela, mas enfim.


Só fiquei menos contente com a forma que terminou o episódio: quando Eli saiu do desespero e olhou de lado para Alícia, ficou claro que ele faria o convite. Não precisavam mostrar o ato consumado, poderiam deixar no ar, que traria grande ansiedade para o momento, e para a volta da série. Mas tudo bem, a partir dali começamos a nos ansiar pelo que dirá Alícia, atrelado à nova guinada que sua empresa dará.

Fim da temporada mágica de The Good Wife, que, mesmo perdendo o excepcional personagem Will Garden, começa a dar indícios que terá enredo para suprir a sua falta, aumentando ainda mais o nível da série da mesma forma surpreendente da ascensão de Alícia. Que venha setembro!

Avaliação:
*****

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