The Good Wife: — 1ª à 5ª Temporada


Uma série que passou de um procedural dispensável para uma das melhores séries da atualidade.

Sem spoilers

Você começa a assistir uma série, gosta, mas acaba se dando conta que a série ficou estagnada, e que tudo que é mostrado não é suficiente para mantê-la em sua grade. Então começa a chover comentários na redes sociais dizendo que essa série é a melhor série do ano, do mundo, de todos os tempos, e que tal episódio é o melhor feito no ano. Então você pensa: "Como é que ESSA série seria capaz de ser isso tudo?" Ou é isso ou é exagero. A única forma de saber é assistindo a série, e foi isso que fiz. Uma maratona imensa, tensa, cansativa, mas que me deu a resposta que tanto procurava: The Good Wife é mesmo uma das melhores séries da TV, principalmente após a sua 4ª temporada, e tudo que disseram foi, apesar de alguns exageros, verdade.

Sendo assim, a série entra para a coluna "Maratona", aqui no Viciado em Série, e irei informar se essa maratona valeu ou não a pena.

Para um procedural (séries com casos semanais a cada episódio) ser relevante, praticamente todos os episódios tem que ser, obrigatoriamente, de bom a excelente. Um procedural não pode passar de seis a dez episódios ruins, ainda mais em sequência, como foi no caso de Person of Interest, pois não há paciência nesse que vos escreve que aguente. Ao começar a assistir a série, a estrutura procedural me desanimou de imediato, mas The Good Wife tem um premissa super instigante e que se encaixa perfeitamente no que peço em séries com essa estrutura: episódios de bom a excelente, sem passar por má fase, reitero. Mas a série se torna espetacular mesmo após a sua 4ª temporada.


Basicamente as três primeiras temporadas foram compostas de casos jurídicos da empresa Lockhart/Gardner, enquanto a sua trama principal se focava na política e na "boa esposa" que voltava aos trabalhos de advocacia após descobrir que seu marido político a traia com prostitutas. Tramas secundárias foram acrescentadas, mas nada que impactasse, nada que enriquecesse as primeiras temporadas, que não soasse uma grande encheção de linguiça, típica de procedurais. Isso durou 66 episódios, de bom a excelente em sua maioria, mas a todo momento me perguntava se valia a pena continuar, pois para "comer o filé", tive que "comer pão seco com água", praticamente.

Foi então que uma grande reviravolta veio a partir da 4ª temporada, quando a série começou a dar mais importância para a trama principal, que foi super desenvolvida, aumentada, dando menos ênfase aos casos semanais. Os casos sempre são bons, reitero, mas a trama principal da série, contada desde sua premissa, é o que mais atrai o público. A 4ª temporada trouxe excelentes momentos, ousados, interessantíssimos, uma atitude clara de que a série estaria mudando, estaria disposta a sair do marasmo, do mais do mesmo que assola os procedurais. A partir dessa temporada a série subiu como um foguete, rumo a um ponto inimaginável. 


A quarta temporada terminou com um grande e inesperado plot twist, que deu o tom para que a quinta temporada fosse bombástica, impactante, emocionante e deprimente. A atual temporada tem e muito, traços de toda a sua trajetória, com os tradicionais casos semanais, enfim, mas trouxe ousadia, trouxe momentos que fizeram o telespectador levantar do sofá, brigar com a televisão, colocar as mãos no rosto e na cabeça sem acreditar no que está acontecendo. Desespero. Emoção. Poucas séries fazem isso com o telespectador, e The Good Wife entra para esse seleto grupo.

Agora, sinceramente, não sei se recomendaria a série para todos sem ressalva. Sim, a série é espetacular, principalmente após a sua 4ª temporada, mas até lá são 66 episódios. Mas de qualquer forma a série merece ser assistida, mesmo não trazendo grandes emoções nas primeiras temporadas, traz bons momentos, que não deixam o telespectador louco, mas o deixa satisfeito.

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