Game of Thrones: "The Lion and the Rose" 4x02

"The Lion and the Rose", segundo episódio da quarta temporada de Game of Thrones, tinha tudo pra ser excelente, mas a forma pífia da morte no fim estragou tudo.

Sem spoilers dos livros e com spoilers do episódio

Game of Thrones é uma série de difícil conexão pra quem não leu os livros, mas após quatro anos, quem acompanha a série até hoje já aprendeu a assisti-la, pois mesmo que não consiga lembrar os nomes de todos os personagens, casas, entre outros, pode assistir a série dividindo-a em núcleos. E os núcleos, ou plots (como queiram) evoluíram mais do que o esperado nesse episódio, principalmente aquele que mais interessa: o ocupante do Trono de Ferro.

A série pode dar o "luxo" de deixar vários núcleos importantes de fora de episódios, como dessa vez deixaram Daenerys Targaryen e os seu dragões - uma parte da série das mais empolgantes, e minha parte favorita. Nunca conseguiriam reunir todos os núcleos e personagens em um episódio apenas, natural, compreensível, mas em contra-partida, sempre espero que os plots que são exibidos tenham uma significativa evolução, pelo menos, fato que quase 'nunca' acontece na série e deixa a série morosa e até mesmo monótona em alguns momentos.


Mas esse não foi o caso de "The Lion and the Rose".

Um episódio empolgante, com núcleos com bom ritmo de evolução, levando-nos a um desfecho impactante, mas feito de uma maneira brochante.

O casamento de Joffrey Baratheon vinha indo de forma nojenta, previsível ao tamanho da maldade e infantilidade do rei. Joffrey é um personagem que fez muita raiva durante todos os minutos que esteve na série, com humilhações à personagens carismáticos, prostitutas, enfim. Joffrey é um personagem que trouxe ódio a todos, e morre envenenado, pifiamente. Sem sofrimento, praticamente. Sua morte deveria ser com bem mais impacto, com bem mais relevância, ele teria que sofrer muito, deveria ser torturado, deveria ter seu corpo esquartejado e queimado, teria que comer o pão que o diabo amaçou com a sua ordem. Deveria, deveria, deveria.


Foi quase como se ele tivesse morrido após tropeçar em uma pedra e cair de cabeça, levando a culpa pela localização da pedra para Tyron.

Se os acontecimentos vistos em "The Lion and the Rose" serão justificados nos próximos episódios, não tenho dúvidas e isso não importa. O que fica é: o diabo loiro de Game of Thrones, aquele que mandou matar Ned Stark, morre sem sofrimento, sem pagar pelos seus pecados, morre, talvez, como um herói, e ainda deixa Tyrion, o personagem mais carismático da série em "maus lençóis". 

Apesar do desfecho pífio, "The Lion and the Rose" foi um ótimo episódio, pena que não deram aos telespectadores o que ele queriam: o sofrimento do rei de merda.

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