Arrow 2x18: Deathstroke [Review]

                 Episódio repleto de surpresas e digno de season finale

Posso afirmar tranquilamente: melhor episódio da temporada. Arrepios e pulos da cadeira podem ser efeitos normais durante a exibição do glorioso décimo oitavo episódio da segunda temporada de Arrow. Com a qualidade de season finale, nem imagino o que os próximos episódios reservam. Todo o suspense e até mesmo a "enrolação" para o início do ataque de Slade valeram a pena, para finalmente vermos Oliver (quase) destruído. Mas vamos por partes.

Slade Wilson, agora Deathstroke (ou Exterminador), é um daqueles vilões que não se consegue odiar. O ator Manu Bennett faz um trabalho incrível em cada cena, impondo respeito total em cada cenário que pisa, possuindo a todos os presentes. O sequestro de Thea causou o primeiro arrepio da noite, quando o vídeo dela surgiu no debate político de Moira e Sebastian (juro que tinha me esquecido do Blood, mas também, já teve sua cota nessa temporada). E claro, o drama da família Queen da vez fez mais que assustar, reconciliou Oliver e Moira; suas cenas juntos foram de muita ternura e diálogos sábios.


Enquanto o sequestro continuava, e o Team Arrow trabalhava, a empresa dos Queen tinha suas situações, porque, como bem lembrou Felicity, Oliver ainda é o CEO. E isso parecia tão desnecessário a esse episódio, e aposto que muitos nem lembravam de Isabel Rochev. Mas Arrow está cada vez melhor na arte de surpreender e "amarrar" toda a história de modo brilhante. Cada temporada tem seu foco, essa sendo total de Slade, e conhecemos Isabel logo nos primeiros episódios desse segundo ano. Pois bem, foi só ela rapidamente agir contra Oliver, tomando a empresa para si, que ficou fácil somar 2 mais 2: ela está com Slade. Simultaneamente a perda da empresa, nosso vilão ameaça contar um segredo para Thea sobre seu irmão, e, surpresa mais uma vez, não era sobre o capuz. Nosso herói sendo totalmente derrubado, financeiramente e emocionalmente me lembrou muito o grande último capítulo da saga Batman do Chris Nolan, The Dark Knight Rises, com o também vilão genial Bane. A cena de Slade, Sebastian Blood e Rochev conversando dentro da empresa marcou muito bem isso.


Não posso deixar de falar sobre o Team Arrow, hoje com conflitos internos: Roy apresentou um pensamento totalmente válido, culpando Oliver pelo sequestro e pela ineficiência na captura de Slade. E adorei a sinceridade com que ele despejou tudo isso, principalmente com Sara. Ainda na equipe, sempre bom ver a amizade prevalecendo, em especial por parte de Diggle e Felicity, que nas últimas cenas do episódio, protagonizaram um ótimo momento com Oliver, confortando-o e jamais o deixando sozinho.

Quando Thea finalmente é libertada, agora chocada com a verdade sobre seu pai (olá de novo Malcolm!), vimos que o drama foi uma bela distração para a libertação de vários prisioneiros em Iron Heights, o exército dado à Sebastian Blood para tomar Starling. Como se não bastasse, nosso querido Detetive Lance acaba algemado pela parceria com o Arqueiro.

E para fechar com chave de ouro, Slade bate à porta de Laurel. Por um breve momento pensei que mais uma vez viria a velha história da Lady Laurel em perigo, para ser salva por seu amado herói. Entretanto, ainda dá tempo de surpreender: o super poder de fofoca de Slade Wilson revela a identidade secreta do Arqueiro para nossa advogada. Pois é, não vai ficar nada fácil para o Oliver, mas este já está pronto para revidar. Aguardando ansiosamente os próximos e eletrizantes episódios... que só retornam dia 16.



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