Especial Oscar 2014: "Nebraska" (Nebraska)



Aquelas "propagandas" típicas da internet: "Você é o visitante número tal e ganhou tal coisa". Ou aqueles SMS que dizem que você ganhou no "Avião do Faustão". Pois então, ninguém cai nessa, não é verdade? Errado. Conheço gente que já caiu e muita gente ainda vai cair, e o filme em questão, indicado ao Oscar na categoria "Melhor Filme", traz um pouco disso, porque se disserem a Woody Grant (Bruce Dern) que ele ganhou algum prêmio, saiba que ele irá buscá-lo, mesmo que seja o último ato de sua vida, mesmo que seja a pé.

E assim que somos apresentados ao belíssimo Nebraska, filme que foi gravado em preto e branco, iniciativa que abrilhantou e muito a narrativa, favorecendo a esplêndida fotografia. Cada ângulo mostrado no filme pode ser facilmente transformado em wallpaper.

Mas a história é muito mais do que isso, pois basta o fato de saberem que Woody supostamente teria ganho um prêmio de 1 milhão de dólares, fez com que uma família revelasse o seu lado perverso, hipócrita e interesseiro, mesmo com as pessoas envolvidas diretamente dizendo o contrário, que tudo não passava de uma "viagem" do senhor Woody.

Contudo, a família que viajou mais de 3000 mil quilômetros (ida e volta) conseguiu um prêmio com muito mais valor: o verdadeiro sentido para a família. Muitos são aproveitadores, fingem aceitá-lo, mas outros, a minoria, sabe valorizar, mesmo que possam ser contados nos dedos de uma mão. O importante é qualidade e não a quantidade, e a possível premiação ofertada separou muito bem o joio do trigo familiar de Woody.


Nebraska é um drama que traz muita emoção, principalmente em seu final, mas dentre os nove indicados ao Oscar, é o mais cômico. Há momentos que proporcionam muitas, mas muitas gargalhadas, uma comédia que não vem forçada, inserida com maestria abrilhantando ainda mais brilhante narrativa.

David (Will Forte) é o filho que não só salva a vida de seu pai (a pé iria morrer em poucas horas), mas é o que lhe dá propósito para viver. Um filho incrível, daqueles que todo pai gostaria de ter, pois além de entender e lutar pelos desejos de seu pai, soube muito bem levar a situação, gerenciando todos os familiares, se sobressaindo por um objetivo em comum. Ross (Bob Odenkirk), o outro filho, é apresentado para dar alívio cômico ao drama, mas é Kate (June Squibb) que é responsável pelos momentos mais divertidos do filme, usando de seu lado explosivo, conseguiu entreter, pois acabou lutando com unhas e dentes pelos desejos, até então, incrédulos de seu mariado.

Atores esplêndidos, diga-se de passagem.


O filme foi indicado ao Oscar em seis categorias: "Melhor Filme" (gostaria que ganhasse), "Melhor Diretor", com Alexander Payne, "Melhor Ator" com Bruce Dern, "Melhor Ator Coadjuvante", com June Squibb, Roteiro Original e Fotografia (essa ganha fácil). Ficou de bom tamanho e espero que ganhe pelo menos em quatro das seis que foi indicado.

Nebraska pode ser desdenhado por alguns espectadores por ter sido filmado em preto e branco, mas logo nos primeiros minutos do longa somos convencidos que essa era a melhor forma de contar a história, pois a iniciativa trouxe grande serenidade ao espectador, descansando sua visão para que a esplêndida, reitero, fotografia seja ainda mais valorizada. Um roteiro que emociona e dá lição de moral, assista e aprenda a valorizar o melhor da vida.

Trailer:

    

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