Balanço: A Segunda Temporada de Banshee


(Com spoilers de toda a segunda temporada)

Uma temporada que coloca Banshee no mesmo patamar 
dos melhores dramas da atualidade.

Banshee é a série que precisamos, é a série que todos devem assistir. A série te tira da mesmice que assola a TV americana, que cada vez mais traz séries mecânicas, procedurais, o mais do mesmo, a cada ano. Banshee não traz nada que inove a TV mundial, mas trás coragem, perspicácia e competência, além de um elenco de qualidade.

A série simplesmente conta muito bem uma história, sem enrolação, sem monotonia e sempre com momentos que fazem-nos fixar na trama, tornando dolorosa a espera por um novo episódio. A trama é de fácil conexão, com os personagens entrando facilmente em nossa vida televisiva. É aquela série que você assiste com gosto, que não tem momentos de tédio.

Criada por Jonathan Tropper e produção executiva de Alan Ball (True Blood), Banshee sempre traz episódios com muita violência e sexo, facetas incluídas para valorizar ainda mais a premissa, pois naquela cidade, o que é mostrado é o que realmente acontece, e com Tropper e Ball, não tem censura. Muito sangue, mesmo, lutas que parecem não ter fim, que impactam o telespectador, fazendo com que se conecte ainda mais com a situação. E mais: tudo isso e mais um pouco, com grande produção envolvida.

Seu season finale trouxe momentos fantásticos. Não via um episódio espetacular assim desde "Ozymandias", Breaking Bad. Comparações com Breaking Bad não cabem, porém Banshee está no mesmo caminho, pois até agora trouxe duas ótimas temporadas, e tem muito ainda para crescer.


"Bullets and Tears" tratou de fechar a trama em relação à Rabbid, personagem responsável por dar início ao enrendo, quando iniciou uma caça incessante por Hood e Carrie. Espetacularmente a série tratou dar fim ao personagem, quando uniu um flashback que antecedeu a série, com os momentos atuais, em que a dupla seguia para matar Rabbid. A sequência trouxe momentos de muita ação e suspense, principalmente quando Hood partira para o suicídio para salvar (de novo) Carrie, em um momento de poucas saídas para o personagem.

Nem imaginávamos como seria o seu desfecho, e ficamos completamente satisfeitos com o resultado. A morte, definitiva, de Rabbid, foi escrita de forma coesa e emocionante, com uma frase genial proferida pelo morto: 

"Anastasia: espero que a morte que eu possa lhe dar, lhe traga a paz que tanto procura". 

Rabbid se mata com uma única bala, presenteada por sua filha.

Após isso, pensávamos: poderia ser um series finale, a série poderia terminar após essa cena. Mas a série tem muitos outros fatores que podem ser explorados, e serão. Os minutos finais trataram de dar um grande gancho para a nova temporada, quando Hood terá outros problemas para resolver: Longshadow, que agora perde o seu líder, e Proctor, que virá, com unhas, dentes e tudo que puder, atrás de Hood.


É uma pena que uma série dessa qualidade tenha apenas 10 episódios por temporada. Mas que seja assim, pois se fosse de uma série de TV aberta, grande parte sua não poderia ser exibida. Infelizmente a série não tem a atenção que é dada para as séries da HBO, por exemplo, pois se tivesse, estaria facilmente ganhando indicações a prêmios importantes. 

É bom ver nossas séries favoritas sendo valorizadas, mas por outro lado, é bom quando assistimos uma série de grande valor, parecendo que ela está sendo feita para poucas pessoas, nos fazendo sentir, a cada episódio, privilegiados. 

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