House of Cards: — 1ª Temporada


Uma série deliciosamente complicada de assistir.

(Sem Spoilers)

House of Cards não é uma série para qualquer um, abrange um tema instigante, mas que muitos não tem interesse de acompanhar: política. Muitos não acompanham a política de seu próprio país, ainda mais a política de outros, cheio de referências que só quem conhece o meio consegue entender. Mas a série mostrou ao longo de seus primeiros 13 episódios que não é abrangida em apenas isso, mas tudo que envolve o lado obscuro do poder.

A série custou a fisgar-me, sendo preciso bastante dedicação e persistência para acompanhá-la. Independente de gostar do tema ou não, claramente House of Cards é uma série extremamente bem feita, nota-se claramente já nos primeiros minutos da série. Nunca poderão dizer que a série é ruim, pois tecnicamente não é. Poderão dizer que não gostaram, porque gosto é igual a ... vocês sabem.

A produção é impecável, em todos os setores. 

Não há praticamente nenhum momento de impacto. A série conta bem a história da política americana em época de pré-eleições, podendo também traçar um paralelo com a política mundial. A luta pelo poder transforma as pessoas e todos na série fizeram coisas acima da integridade, buscando o poder sem escrúpulos ou nexo. Paralelamente acompanhamos o trabalho da imprensa investigativa e tudo que envolve a busca pela valiosa informação, fazendo com que sexo seja uma moeda costumeira de troca.


O Netflix trouxe House of Cards no ano passado, revolucionando a maneira de assistirmos séries. 13 episódios foram disponibilizados de uma só vez, uma estrutura que tem prós e contras:

Perdemos o costume de viver mais os episódios. Normalmente, com episódios semanais, temos a possibilidade de entrar mais afundo nos detalhes da série, pois numa semana debateríamos House of Cards na internet, trocando opiniões, informações e teorias, enriquecendo e absorvendo melhor seu conteúdo.

Por outro lado, episódios ruins (ou não tão bons) passam desapercebidos, pois geralmente passamos para o seguinte, motivados pela curiosidade do que virá pela frente. A trama da série é exibida de forma linear, instigando-nos sempre a continuar assistindo, mesmo que não apresente um cliffhanger significativo.

Um detalhe interessante e inovador na série é a forma com que a cena é pausada sem pausa. Francis, protagonista vivido pelo magistral Kevin Spacey, nos mostra o seu pensamento sobre determinada ocasião, adendo que enriquece o roteiro. O personagem conversa a todo momento com a câmera, direcionado ao telespectador, faceta bem interessante de narrativa.


Nem precisa falar, já falando, no ótimo elenco comandado por Kevin Spacey. Destaque para as lindas Robin Wright e Kate Mara, atrizes que fizeram brilhantemente seus personagens, acrescentado de grande sensualidade. Pelo lado masculino, Michael Kelly e Corey Stoll deram um show. 

Uma maratona que começou cansativa, mas que após 13 episódios justifica os minutos gastos com ela, fazendo com que os R$14,99 de mensalidade sejam irrisórios. Uma ótima série e recomendo sem ressalvas para quem curte séries com temas políticos, mas que também sabe muito bem unir tudo que o drama oferece. 

Agora chega de conversa que os 13 episódios da 2ª temporada foram disponibilizados ontem (14/02) no Netflix. 

Fui!

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