Especial Oscar 2014: "Gravidade" (Gravity)


Claustrofóbico. Inovador. Surpreendente. Emocionante. Intenso. Esse é Gravidade


Gravidade não é um filme sobre astronautas, mas um filme sobre não desistir, lutar acima de tudo, e claro, desapegar daquilo que te puxa para trás. Com uma história emocionante e efeitos especiais e visuais surpreendentes, Alfonso Cuarón brinca de ser diretor. O brilhantismo de seu trabalho surpreende. 

Sinopse: Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana.

Em um ambiente inóspito e sem contato com a terra, Sandra Bullock mostra que não são necessários muitos artifícios para um artista brilhar em cena. Com uma atuação de tirar o fôlego, literalmente, a vencedora do Oscar de Melhor Atriz de 2010, mostra o motivo de ser tão requisitada em Hollywood. O show de atuação de Bullock encanta. Com o pouco diálogo que tem, ela consegue transmitir tudo que a personagem está sentindo através das ações, feições, mostrando que o filme é dela, ganhando mais espaço a cada cena. (PS.: Boa parte do filme a atriz gravou sozinha em uma sala apenas escutando a voz de Cuarón)

George Clooney, nas poucas cenas que aparece, também exibe seu talento, mostrando o lado mais cômico do filme, sendo aquele personagem que alivia a tensão que transcorre durante todo o longa. Dra. Ryan Stone é uma personagem que ganha o respeito do público ao passar da história, além de mostrar que nada é impossível quando realmente se tem vontade de alcançar o objetivo. Desistir jamais! 


Cuarón e seu filho, Jonás Cuarón, construíram um excelente roteiro, uma história de sobrevivência e persistência se passando no espaço sideral. Mas um roteiro não é nada sem uma excelente equipe para dar vida ao mesmo, e claro, sem um maestro para conduzi-la. Esse é o papel do mexicano Alfonso Cuarón que não decepciona em seu trabalho. 

De repente, somos convidados a fazer parte de toda aquela história, de toda aquela beleza que só o espaço, o universo, proporciona. As estrelas, a falta de gravidade, a sensação de liberdade, conseguimos vivenciar aquilo com os personagens, como se da cadeira do cinema fôssemos teletransportados para o telescópio Hubble. Vivenciamos cada cena, sentimos o arrepio subir a espinha, a respiração falha, ficamos tontos, claustrofobia, hiperventilação, movimentos giratórios, pancadas, destroços em toda parte. Cuarón faz isso com seu público, como se num piscar de olhos estivéssemos vivendo toda aquela história, as sensações nos são transmitidas e ele, mais uma vez, prova o porquê de ser um diretor tão apreciado. 

A sétima arte então ganha uma oitava: a beleza da direção cinematográfica do mexicano Alfonso Cuarón. Contudo, um filme também não é nada sem bons atores e eis aí o papel de Sandra Bullock que também brincou de atuar. 

Gravidade, sem sombras de duvidas, merece estar nessa lista de indicados a Melhor Filme do Oscar 2014, assim como, nas outras demais indicações que o filme recebeu. 

Trailer:

  

Espero que tenham gostado!

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