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Top 10 Melhores Séries de 2013: 10ª Posição - HOUSE OF CARDS


Dezembro chegou, e com ele vem o tradicional especial onde listamos as 10 melhores séries do ano, segundo os colunistas do Viciado em Série. Para começar, vamos apresentar House of Cards, série original do Netflix, estrelada por Kevin Spacey, uma estreante que já entra para a história como uma das melhores séries de 2013.


Por Patrícia Quintas

01/02/2013. A partir desta data, a forma como assistimos séries de TV mudou. Esta foi a data da estreia da série House of Cards, originalmente desenvolvida e exibida pela Netflix, que disponibilizou a série dramática de forma completa, nos permitindo assistir a série em capítulos (como no modelo tradicional) ou da maneira que cada um achasse melhor, na hora e no lugar que lhe conviesse. House of Cards deixou de ser mais uma série para se tornar “A” série que integrou TV e Internet, entregando ao usuário / espectador a responsabilidade do que ver, como ver e quando ver.

Mas, além desse formato inédito, o que House of Cards tem para garantir que a gente a acompanhe? Confesso que me interessei pela série ao ver o elenco encabeçado por Kevin Spacey. Adoro o ator. Depois, a forma como foi contada a história do político que, ao ser preterido para o cargo de Secretário de Estado pelo Presidente que ajudou a eleger e que passa a movimentar toda a engrenagem do Congresso Americano e da Casa Branca para os seus próprios interesses, nem que para isso tenha que usar um jovem político viciado (Corey Stoll) ou a própria esposa (Robin Wright, ex senhora Sean Penn), me cativou. A construção dos personagens, suas motivações e desejos são apresentadas de forma gradual, de forma que a gente se importe com eles, mesmo quando estão mentindo na “cara-dura” ou quando estão traindo ou em qualquer situação, até mesmo nas mais banais e cotidianas.


O primeiro episódio começa chocante. Um cachorro é atropelado e o congressista Francis Underwood (Spacey) irá socorrê-lo? Não. Ele enforca o cachorro, poucos minutos antes de prometer aos donos que fará o que for possível para encontrar o motorista que atropelou o animal e fugiu. Frank faz tudo isso com calma, ora se dirigindo aos demais personagens, ora a nós, espectadores, que acompanhamos de boca aberta todos os acontecimentos: a relação dele com a jovem e ambiciosa jornalista Zoe Barnes (Kate Mara), com a esposa, com os empregados, seus muitos acertos e seus erros (sim, eles existem e são explorados na trama). Frank é imponente mas é falível. É por isso que ele não tem aliados: todos, em algum momento, são ou serão oposição a ele e suas ambições. Ele é seu aliado. E (talvez) sem saber, seu maior opositor, fato mostrado no episódio em que ele se encontra com seus amigos de faculdade e sua antiga paixão.

O nome House of Cards é uma alusão à brincadeira do “Castelo de Cartas”: um vento nem tão forte pode derrubar tudo. Perfeito para classificar as relações políticas tanto no Congresso Americano quanto em qualquer país. Contudo, contrário ao seu próprio nome, a série, que tem a segunda temporada garantida para o início de 2014, se fortalece a cada dia e a negociação para uma terceira temporada já começou.


Na próxima temporada teremos a atriz/diretora Jodie Foster responsável pela direção de um dos episódios do novo ano. E aí está o outro elemento do sucesso da série. Além dos excelentes atores e dos roteiros bem desenvolvidos, cada episódio é dirigido por um diretor de renome, cabendo o piloto ao diretor, e também produtor da série, David Fincher, que tem no currículo títulos como “Clube da Luta”, “Zodíaco”, “Seven: Os Sete Pecados Capitais”, entre outros filmes de grande sucesso e importância para o cinema mundial. E foi por esse piloto que Fincher recebeu o prêmio de Melhor Direção em Série Dramática na maior festa da TV, o Emmy Awards. Esta foi a comprovação dos rumos que a TV está tomando. No típico caso do “convidado por obrigação” que se torna o centro das atenções, a comprovação de que a TV (como nós a conhecemos) morreu. E nós, os espectadores que ficam na frente da TV / Computador / iPad / Smartphone / etc, só temos que agradecer. Por tudo isso, vida longa a House of Cards.

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