The Originals: "Reigning Pain in New Orleans" - 1x09 [Review]



Definitivamente, tenho dó do Klaus. Sob o manto de ser um vilão, um personagem “bad-ass” por natureza, ele é (e acredito que sempre tenha sido) alguém perturbado pelo seu passado de rejeição, preterido e humilhado por aquele a quem chamava de pai. E esse seu lado foi bem explorado nesse bom episódio, "Reigning Pain in New Orleans", o mid-season finale da série.

Confesso que no começo do episódio eu estava com raiva do Klaus, pois estava acreditando que ele estava convencido de que poderia “comprar” Marcel e os demais vampiros com um banquete e a autorização de caçar os lobos da região. Porém, tudo mudou quando ele “se confessou” para Marcel, dizendo que agiu como agiu para preservar a integridade do filho não nascido. Na hora, não me convenci da explicação dada; porém, com o desenrolar do episódio, minha opinião mudou. Mas calma que já chego lá.


Após liberar a caça aos lobos, Klaus tem que convencer os humanos da cidade de que a nova ordem estabelecida não aceita ficar abaixo de ninguém. Então, quando os humanos matam alguns vampiros avulsos, cabe a Klaus e Marcel contra-atacar matando todos os políticos da cidade (observação “off topic”: será que eles não querem vir pro Brasil? hihihi). Da matança, só o padre-gato foi poupado, incumbido de formar uma nova liderança política que aceite Klaus e seus termos.

Enquanto isso, Hayley tentou formar uma aliança com Davina e o Vamp-Gay. Sem sucesso, ela acaba contando pra Super-bruxa sobre a morte da anciã e que Marcel havia omitido o fato dela, o que a deixaria livre para circular pela cidade. A menina não gostou nem um pouco de saber sobre Marcel mas, analisando bem, ela já não estava percebendo que o cara a mantém como vantagem? Deixando o lado tapado desligado, a Super-bruxa procura Cami e libera a mente da moça, deixando-a livre para buscar vingança pela morte do irmão. Será que foi algo acertado de Davina? Tenho minhas dúvidas.

No outro lado da cidade, Elijah e Rebekah, a pedido de Hayley, tem que proteger a família de quatro patas da moça. Se deslocando para tudo que é lado e estragando os planos de Diego, eles descobrem que os novos uivadores da região são parentes de Klaus por parte de pai, seu verdadeiro pai, e ao contarem a novidade para Klaus, pedem para que ele revogue a ordem de matar os lobos. 

Nesse ponto, volto a afirmar: Klaus não é de todo mal. É óbvio que ele não pode revogar a ordem dada aos novos comandados, mas logo pede ajuda ao padre-gato para proteger a família que nem sabia que existia. Além disso, após descobrir os esforços dos irmãos, ele ainda os autoriza a voltar a morarem com ele na cidade. É ou não é pra ter dó dele? E ele não faz idéia de que Rebekah, ainda acreditando que pode ser amada, está armando contra ele junto a Marcel ou que Elijah e Hayley estão mais próximos a cada dia (o quase beijo foi tenso).

Não acredito que Klaus queira o título de pai do ano, mas também não acho que ele seja a maldade personificada como o descreveram quando ele surgiu, lá em The Vampire Diaries. The Originals está mostrando, de forma bem desenvolvida, de que a maldade não é inerente a ninguém; é o meio que nos transforma. E Klaus é a prova disso.

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