The Black List: "Anslo Garrick (2)" 1x10 [Review]



A continuação do episódio nove, atendeu às expectativas. Na verdade, superou-as. Palmas para os roteiristas que souberam amarrar muito bem os intricados momentos do filme, cuja continuidade passa a ficar ainda mais misteriosa do que antes. Novos questionamentos foram lançados à baila.

Antes de lançar as dúvidas que elevam o nível de mistério da série (cuja segunda temporada, ainda bem, já foi confirmada), vamos a um breve sumário dessa eletrizante sequência, tão boa quanto a primeira parte. Por ter sido capturada pelo fascínora Anslo Garrick, a agente Liz Keen não ofereceu outra alternativa a Red Reddington senão de implorar o código ao ferido agente Donald para abertura do container hermeticamente blindado que impedia Anslo de pegar o informante do FBI que já fora seu companheiro de outrora no mundo do crime. Essa mudança de atitude de Red, por sinal, despertou a curiosidade de Anslo: Por quê mudou de ideia tão rapidamente assim? Qual seria a importância de Keen para ele?". Antes, a comunicação com o quartel-general fora restabelecida, o que permitiu à tropa de choque invadir o armazém. Mesmo assim, Anslo consegue escapar “hollywoodianamente”, levando não somente Red, mas sua “filha” (será que é, ou não é?), Liz Keen.  A partir daí, inicia-se nova corrida de obstáculos.

Astutamente, a agente capturada consegue escapar da van em disparada, mas Red, agora sem o chip localizador, fica nas mãos do bandidão Garrick. O clima do filme se eleva quando, após ser torturado, mais mentalmente do que fisicamente, Red recebe a visita de um chefão chamado Fitch (Alan Alda) que, na verdade, era o mandante que recrutara Anslo para capturar o inimigo Red, com a promessa de que este poderia satisfazer sua sede de vingança ao final de tudo. Mas, eis que se dá a reviravolta. O inesperado acontece - e isto é muito bom -, pois foge aos padrões previsíveis pelo qual apelidamos de “hollywoodianismo”.

Fitch revela a Raymond "Red" Reddington que a organização onde trabalha é mais poderosa do que se imagina e não deseja que Red morra, pois ele ainda servirá para novos propósitos. Ou seja, os seus chefões (eis, provavelmente, o decantado “establishment”) necessitam que Red continue a agir pró-FBI, uma vez que os propósitos da dita organização são mais sinistros do que se supõe. Afinal, até a chefe do “Bureau” é monitorada, para se ter noção da dimensão do esquema. Por isso mesmo, “a briga continua” e agora, em esferas bem mais superiores do que antes.

No fim, Red dá uma chave de pescoço em Anslo que, sabe-se lá porque, se aproxima muito do seu inimigo, dando-lhe chance de ser espetado mortalmente na nuca. Estranha reação para um criminoso tão profissional como ele... Mas isto é detalhe de espectadores exigentes como eu, que tem o azar de gostar de escrever também. E Red, consegue fugir antes de o FBI vir ao seu encalço. Horas depois, a agente Liz Keen (auxiliada por uma subalterna de Red) consegue falar com ele ao telefone. Red, esboçando a velha frieza de sempre responde que não é seu pai (pergunta que Liz aproveitou para lhe fazer, dado o zelo exagerado que demonstrava por ela), o que não creio que seja verdade e, segundo, para ela ter muito cuidado com o marido (este, sim, ainda poderá mostrar suas garras em breve, quem sabe).

A série só volta ao ar em janeiro do ano que vem, mas já se pode intuir que a ação e o mistério continuarão a ser os ingredientes que fazem dessa história, uma das melhores do ano. Boas expectativas.

Tecnologia do Blogger.