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Especial: Melhores Maratonas de 2013 - Parte II



Olá, seriadores! Espero que todos estejam tendo um excelente Natal com muita comida boa e muitos presentes que nós, como viciados em séries, gostamos de ganhar. Então, sem mais delongas, vem conferir a segunda parte do nosso especial Melhores Maratonas de 2013!


Will & Grace: por Marco Freitas

Will & Grace é uma sitcom da NBC exibida entre 1998 e 2006, com oito temporadas, a série retrata o cotidiano de quatro amigos, Will, Grace, Jack e Karen. Mas se engana quem espera uma dinâmica parecida com a de Friends. Por exemplo, as personagens são bem diferentes das do clássico dos anos 90: Will e Jack são gays, Grace é uma judia sem noção e Karen é uma rica alcoólatra, por tudo isso, o tom da série é bem mais seco e irônico e não raras vezes traz um humor politicamente incorreto (nada que chegue a ser tão imbecil ou preconceituoso como Danilo Gentili).

Mas de todo modo, em suas oito temporadas Will & Grace consegue estabelecer uma narrativa envolvente e divertida. Naturalmente, alguns plots não são tão interessantes e ao longo de seus oito anos pouca coisa foi alterada na dinâmica do grupo, ainda sim a produção continua relevante por ofertar momentos que são ousados mesmo para os dias de hoje. Uma maratona recomendada para quem procura uma comedia divertida e com personagens encantadores (Ainda que cheio de falhas morais, fator que torna a coisa um pouco mais realista), Will & Grace é certamente um comedia imperdível.


The Newsroom: por Karolen Passos

Durante um período escutei as pessoas falando para eu assistir The Newsroom, muitos diziam que iria gostar da série, que era meu tipo de série e por aí vai. Depois de muito enrolar, decidi fazer uma maratona para concluir que todos tinham razão, me apaixonei pela série logo nos primeiros minutos. Foi uma maratona rápida, pois não conseguia parar de assistir.

The Newsroom merece muito estar nessa lista. A série conta com um elenco maravilhoso a começar por Jeff Daniels no papel de Will McAvoy, o âncora do jornal ACN no qual a série gira ao redor. O interessante do roteiro de Aaron Sorkin são as críticas feitas aos políticos durante os episódios. A série explora bastante a temática política, manifestações, terrorismo, guerras, tudo envolvendo a situação atual dos EUA. É intrigante como Sorkin não tem medo de expor o que pensa através das falas e diálogos de seus personagens. Além disso, tem a dinâmica, o sincronismo, a química entre seus personagens. É uma maravilha acompanhar os diálogos entre Will e Charlie, as discussões de Mac e Will, de todos em geral. Ele também conseguiu tornar impossível não se apaixonar e se identificar com suas criações: Jim Harper, Don Keefer, Neal, Maggie, a linda Sloan Sabbith, entre outros. The Newsroom é uma série que dá gosto assistir de tão boa, tão majestosamente escrita, dirigida, produzida. Uma série que até nos seus episódios ‘menos agitados’ consegue deixar o telespectador satisfeito. 

Portanto, se você ainda não assiste The Newsroom, a minha dica é que você comece já a sua maratona, pois é muito difícil não se apaixonar pela série logo no começo do episódio piloto. E vocês, apaixonados por jornalismo que nem se quer começaram ainda, que vergonha! 


Orange Is The New Black: por Karolen Passos

Sabe aquela série que você resolve fazer maratona e não consegue mais parar? Assiste tudo em um/dois dias? Esse foi o meu caso amoroso com Orange Is The New Black. Por “culpa” de um amigo, decidi assistir ao piloto da série, porém não conseguia mais parar e numa madrugada já tinha assistido quase toda a temporada. 

Orange Is The New Black merece e não é pouco estar nessa lista. A série é original do Netflix e gira em torno de Piper Chapman (Taylor Shilling) que acaba presa alguns anos depois de ter transportado uma mala cheia de dinheiro de drogas para sua ex-amante Alex Vause – interpretada pela belíssima Lauren Prepon. A dinâmica de Chapman com Vause é, simplesmente, fantástica, impossível não gostar. Uma espécie de triângulo amoroso já que nos tempos atuais, Chapman está noiva de Larry Bloom. Apesar do destaque maior se dar para esses três, principalmente, Chapman, é difícil não se apaixonar pelas outras criações de Jenji Kohan, como por exemplo, Taystee (Danielle Brooks), uma personagem extremamente carismática com uma storyline gostosa de acompanhar. Os episódios são muito bem roteirizados e não tem um que eu possa dizer a você, querido leitor, que seja fraco ou ruim, todos, sem exceção, são excelentes.  OITNB se tornou maratona obrigatória de todo seriador, pois a mesma não desaponta, pelo contrário, só faz com que a gente queira mais e mais episódios. 

Então, o que está esperando aí parado? Vá logo assistir essa obra de arte! E um aviso: Evite se apaixonar por Alex Vause, pois a mesma não é uma personagem fixa. 


Breaking Bad: por Camila Geraldi

Não tem como negar, 2013 foi o ano de Breaking Bad. A única forma de alguém não ter ouvido falar sobre a série é estando em coma ou preso em uma caverna longe da civilização. O mundo celebrou a história do professor de química que começou a vender drogas para pagar seu tratamento contra o câncer.Todo mundo amou e odiou todos os personagens com intensidade e rapidez. Um dia você ama, no outro odeia e torce contra.

Pois é, vejam que nem eu consegui escapar da onda de Breaking Bad. Assisti o primeiro episódio, achei chato, parado, sem graça e não vi motivos para alguém gostar tanto daquilo. Parei. Esperei uns dias e voltei a ver. Vi tudo, praticamente, de uma vez. Consegui ver o final junto com o mundo. Fiquei indignada com muitos episódios, ri muito com outros, fiquei horrorizada com muitas cenas. 

A história te surpreende e, ao mesmo tempo, é previsível. Muitas vezes você consegue sacar o que vai acontecer, mas isso não deixa de ser bom. A série se arrisca, se joga e se põe a prova. Onde mais o mocinho se tornaria vilão? Onde mais a mãe de família que protege os filhos seria odiada? Onde é que alguém torce pro policial não pegar o bandido? Em que outra série você vê uma criança ser morta por motivo nenhum, bem ali, a sangue frio?

Walter White e Jesse Pinkman protagonizaram um marco na TV mundial. Bryan Cranston foi tão genial na interpretação do personagem que foi parabenizado por ninguém mais, ninguém menos, que Anthony Hopkins! Mas a série era mais do que Jesse e Walt, todos os atores foram excepcionais. Skyler, Hank, Walt Jr., Marie, Saul, Gus, Mike, Todd, entre muitos outros nomes que fizeram parte dessa história.

Já ouvi dizer que B.B. não é uma série, mas sim cinema feito por quem tem tempo. Os cuidados, as histórias, as insinuações, as tomadas... Tudo foi uma crescente que só podia resultar em uma coisa: A melhor série do ano.

A série tem tantos momentos marcantes que é impossível escolher um só. Tantas frases de efeito que o que mais existem são ilustrações criadas para esses momentos. Então vou colocar apenas uma das minhas frases preferidas, uma das mais pronunciadas pelos fãs de W.W.: I'm not in danger Skyler, I'm the danger!

Se você não viu Breaking Bad, sinto muito pela sua alma.

— // —

PS: A ordem da maratona não altera a importância do produto. Espero que tenham gostado!

That's all folks!

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