The BlackList "General Ludd " 1x08 [Review]



Este oitavo episódio (o próximo somente irá ao ar nos Estados Unidos somente na próxima segunda-feira, dia 25 de novembro, portanto, hoje não teremos acesso à “Lista Negra” de Red) foi o melhor por ter sido uma espécie de divisor de águas, pois suspeitas foram comprovadas e novos questionamentos surgiram e outros ainda pairam no ar.

O tema central do presente capítulo foi sobre uma facção anti-capitalista denominada de “General Ludd” cujo objetivo era destruir o sistema financeiro mundial a partir de ataques terroristas tendo como início a mais capitalista de todas as ruas: Wall Street.

O líder do movimento, Cooper (Hayy Lennix) estava determinado a fazer com que a economia americana sucumbisse, arrastando, por tabela, o sistema financeiro mundial, culpado, segundo ele, pela derrocada da classe média, responsável pelo progresso da América.  Seu ardil era bastante criativo e se deu após assaltar um carro-forte de onde foi surrupiado a matriz de fabricação da nova nota de cem dólares que pretendia fabricar por conta própria e distribuir no mercado a esmo, desestabilizando-o definitivamente.
Porém, Red Reddington (Jame Spader) o impede de progredir com o plano já que, como sempre, é detentor de informações que nem FBI nem CIA possuem, não obstante os recursos humanos e tecnológicos que têm. Ainda não se sabe como exatamente.

Por outro lado, Elizabeth Keen (Megan Boone), mesmo em missão para desbaratar os planos de Cooper, ficou impedida de ver seu pai, internado e com os dias contados por causa de um câncer que já virara metástase. Suas obrigações profissionais e o fechamento dos aeroportos da Capital (por causa das ameaças de Cooper) estavam fechados até segunda ordem, a impediam de cumprir tal obrigação de filha para com o amado genitor que, antes de morrer, pretendia lhe contar um segredo vital.tal.

Nesse meio-tempo, Red vai ao hospital e se encontra com o velho amigo moribundo. É nesse momento crucial da série que ficamos sabendo não só da amizade figadal de ambos, mas que Sam é padrasto de Liz que lhe foi entregue por Red quando tinha 4 anos de idade, sabe-se lá o porquê.

Por isso mesmo, tudo indica, que nossas suspeitas foram comprovadas, isto é, Red Reddington é o pai verdadeiro de Liz, o que explica sua devoção quase doentia pela agente do FBI.

Após tal revelação, acontece o inesperado (paradoxalmente, já esperado). Red sufoca o defunto em potencial com o travesseiro por dois motivos (ou um só): abreviar seu sofrimento e/ou evitar que este revelasse para Liz o nome de seu pai real e talvez outros segredos e mistérios desta trama interessante. Segundo o marido, ela sabia da adoção, mas, claro, sequer podia supor que seu pai biológico estava mais próximo do que podia imaginar.

Achei meio forçada a parte do assassinato, pois será que o hospital não tinha câmeras internas para, depois descobrir o motivo da repentina morte do paciente Sam? Espero que novos desdobramentos neste sentido me façam mudar de opinião ou serei obrigado a, mais uma vez, carimbar o evento como mais um “clichê hollywoodiano”.
Tal detalhe, obviamente, não denigre a boa impressão que “The Blacklist” vem causando nos seus espectadores e na mídia. Afinal, deslizes esporádicos fazem parte de todo e qualquer filme, porque não existe roteiro perfeito.

Uma coisa é certa: Red Reddington não é um anti-herói, mas sim um vilão da pesada. Ele mata fácil e sem pestanejar. Certamente, ainda pagará caro por isso. Ademais, já até forçou uma pretensa amizade com o marido de Liz, esse que ainda carrega muitos mistérios consigo e tem ainda muito por revelar.
No final do episódio, após o desbaratamento dos planos de Cooper que não é preso, mas tem seus planos postergados (é o que se supõe), como prêmio, Red recebe a senha para acessar o VICAP, um banco de dados que contém informações altamente sigilosas do FBI.

Foi quando ele digita um nome que, evidentemente, vai dar no que falar: Lucy Brooks - que tem outros cognomes além deste - pode ser sua outra filha, igualmente abandonada. Ela é de Maryland (nos arredores de Washington) e tem 30 anos de idade.

E que conexão teria tudo isso com a foto que Red retirou de um álbum do criminoso “Stewmaker”, aquele que derretia corpos de pessoas? Seria a foto da sua esposa? Pode ser, porque do jeito que Red o matou, ou seja, sem pensar duas vezes e mostrando uma frieza incomum que impressionou – e decepcionou - Liz, nada mais impressiona.

Finalizando, como disse, este capítulo aflora novas dúvidas acerca do passado obscuro de Liz Keen e, claro, do próprio Red Reddington, criminoso super-procurado pelo FBI e que agora curte regalias cedida pelo “Bureau” em troca de informações sobre os maiores criminosos do mundo. A segunda e decisiva parte da série está, pois, apenas começando...
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