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Primeiras Impressões de Almost Human



Não é um 'novo Fringe'. Muito menos um 'novo Lost'. Mas o certo é que 'Almost Human' traz elementos semelhantes às séries citadas, e não é mera coincidência, porém virá com a incumbência de andar com as próprias pernas. Conseguiu, em seu piloto, mas ainda não mostrou um fator que poderá ser base da série, estruturalmente falando.  

Criada por J.J.Abrams (Lost e Fringe) e J.H. Wyman (Fringe), Almost Human nos leva para o ano de 2048, um mundo futurista, que, apesar da pouca distância do mundo que vivemos (35 anos é pouco, tamanho a evolução daquele mundo), nos mostra uma situação instigante, pois iremos acompanhar as investidas da polícia daquele mundo, só que com um grande poder tecnológico, aliado à policiais que são verdadeiras máquinas, computadores ambulantes, mas que precisam de um toque humano para serem 'eficientes'.

Centrado nas ações de John Kennex: um policial que ficou 17 meses em coma após uma operação policial; perdeu uma perna, sendo substituída por um membro sintético; e que volta à vida sem lembrar muito do que aconteceu; luta para desvendar e descobrir os culpados pela morte de sua equipe e que o deixou aleijado. Já no piloto ele desvenda mistérios importantes, que quase acaba pagando com sua vida, mas que mudou a sua mentalidade em relação ao novo mundo que vive, principalmente, à sua maneira de tratar os MXs. Ou melhor, o MX 'Dorian'. 

MX são policiais criados para acompanhar os policiais seres humanos. Cada policial tem que ter um MX ao seu lado, obrigatoriamente. Não são robôs daqueles que custam a se movimentar, em sim, são como 'seres humanos' extremante eficazes, obedientes e gelados. Sem emoção alguma e muito, muito chatos. Fato com que fez John eliminar o MX que foi-lhe indicado, o forçando à reviver Dorian, que agora se torna um verdadeiro parceiro, mesmo sendo e muito, ofendido.


Dorian não é um MX comum, ele é de uma linhagem diferente, tida como defasada naquele mundo, pois é programado para receber emoções e ter livre arbítrio. Um problema para muitos mas não para John, que, após algumas discussões, o aceitou de bom grado, valorizando a ajuda que recebera nesse episódio.

John voltou e foi responsável por salvar várias vidas, vários policiais, em um ataque biológico sofrido no departamento. Um típico caso policial, que terminou tipicamente com um final feliz, mas que durante a execução, foi importante para nos apresentar os personagens, funções, além dos objetivos paralelos de John, esses que não trouxeram empolgação alguma.

Esse é o fator que mencionei que falou no piloto. Algo que possa ser base, algo que faça-nos ansiar pela série, pelo próximo episódio, pois continuando assim, cairá no mais do mesmo, como uma série policial comum, só que vivida no futuro. A série deverá manter a linha de 'casos semanais', mas precisa evoluir a estrutura, os objetivos paralelos e principais da série, para que não fique enjoativa. 

A série é muito bem produzida, com um bom elenco, bons efeitos visuais e ótima trilha sonora. A premissa é instigante, mas precisa ser evoluída. Caso conseguirem, a série poderá vir para ficar, mas não que venha para substituir Fringe na FOX, mas que seja uma boa série para acompanhar. Por enquanto é muito mais série policial do que Sci-fi, mas em se tratando de séries com J.J.Abrams e J.H. Wyman no comando, podemos sim, esperar uma ótima série.


Almost Human estreia nos Estados Unidos, pela FOX, no dia 17 de novembro e o seu segundo episódio será exibido logo no dia seguinte. A série será exibida sempre às segundas, um dia bom, que lhe ajudará a conseguir uma boa audiência. A série parece que virá simples, sem complicações de entendimento, para conseguir fisgar o público americano, que dá sinais de impaciência com séries complexas de sci-fi.

No brasil a série será exibida pela Warner, que tem estreia marcada para 28 de novembro, onze dias após a estreia nos Estados Unidos.

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