Homeland: "Gerontion" 3x07 [Review]


Homeland segue como um pavio queimando, rumo a um barril de 
pólvora: vai queimando, queimando... mas não se sabe se queimará
 até o final, explodindo o barril, ou irá se apagar antes.

'Gerontion' foi o episódio das reuniões. Primeiramente acompanhamos Saul, sendo gênio no diálogo com Javadi. Ali, algumas palavras fizeram os nossos olhos brilharem, principalmente quando mencionara o real objetivo do rapto do terrorista, pois da mesma forma que fizeram com Brody, não poderiam simplesmente prendê-lo, pois manipulado teria maior valia. Saul pôs Javadi contra a parede, dando ele a opção de espião, ou morto enforcado publicamente, após dezenas de sessões de tortura.

Um diálogo um pouco arrastado, convenhamos, mas que foi bom para adaptarmos ao personagem que soa com grande manipulador, provado em seu diálogo com Carrie. Nada do que disse é engolido por mim, mesmo fazendo um certo sentido, mas Carrie, que busca provas incessantemente para livrar a cara de seu amor Brody, aceitou da melhor forma. Entre o que eu achei e o que Carrie achou, fico com ela. Sempre.

Outro grande diálogo foi entre Saul e o futuro presidente da CIA, o 'mauricinho', Lockhart. Não está a par do suor que é gasto na operação que capturou um grande terrorista, almejado a mais de 30 anos, e vem com o papo furado de 'contar pra minha mãe', digo, contar para o presidente. Saul deu um banho de argumentos que o jogaram no chão, mas seu orgulho prepotente fez com que não refutasse, com respostas inocentes e atitudes idem, ocasionando-lhe ser capturado numa sala, para que não melasse a operação.


Uma artimanha interessante e que serviu de alívio cômico para o episódio, mas que servirá de base para a sequência da temporada, pois o futuro presidente da CIA - se é que ele será mesmo (não vai) - está ferido.

Quinn apareceu para levantar uma bola interessante: até que ponto os fins justificam os meios? O fim sempre justifica os meios, na maioria das vezes, mas o agente - que aproveitou para confessar os seus crimes, mesmo confessando o crime dos outros - livrou a operação, assimilou a situação e arregaçou as mangas novamente em pró-seu-país, mesmo que ele não mereça.

Uma guerra fria, estamos acompanhando. Somos levados a acreditar que a CIA está no caminho certo, dominando as ações, mas que os terroristas iranianos não são nada ingênuos, e o contra-ataque deles é sempre muito mortal. Colocar atrás das grades o maior número de terroristas responsáveis por matar 219 pessoas, é o objetivo, mas a guerra entre os dois lados do mundo está longe de ser 'apenas' isso.

Paralelamente vamos acompanhar Carrie - grávida, ainda sem propósito - ir atrás do advogado Bennett, que poderá levar ou não ao caminho da inocência de Brody. Homeland está conseguindo tirar água de pedra, convenhamos, pois mesmo a temporada sendo estruturada sem o grande antagonista, está trazendo sim, bons e ótimos episódios. E estamos apenas na metade da temporada.

e mais:
  • Alguém sentiu a falta do núcleo de Dana? Nããããão!!!
  • Alguém está se importando com a vida pessoal de Saul? Nããããão!!!
  • Alguém está sentindo a falta de Brody? N... Um pouco.
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