The Walking Dead: "Infected" 4x02


The Walking Dead precisava 'matar' metade do elenco figurante da 4ª temporada. Conseguiu. Precisava vir com algum assunto que pudesse servir de base para a temporada. Também conseguiu. Mesmo não sendo o maiúsculo assunto, "Infected" inseriu um assunto óbvio, interessante e necessário: "Gente demais junta em um mundo daqueles, dá m...".

É gente demais pra regra e comando de menos. Muitos estão agindo pelas costas de Rick e ele pouco se importa. Carol foi o exemplo, inserido no episódio anterior, agora vimos que pessoas estão agindo a favor e contra àquela comunidade: uns querendo tocar fogo, alimentando os walkers, enquanto outros queimam corpos possivelmente infectados. Sempre tem alguém que pensa a destruição, sempre. Quem está por trás disso, não há pistas, e pouco aguça a curiosidade. Ser bom demais naquele mundo dá nisso, e até hoje não entenderam. Coração mole atrapalha.

Mas a série conseguiu inserir uma trama que irá sustentar pelo menos o início da temporada, fazendo com que economizem assuntos e ganhem milhões com a audiência. Uma trama que pode chegar a ser empolgante, agora que Tyreese foi invocado. O personagem está 'paz e amor' demais, longe do que a HQ da série sugere. A guerra interna está declarada.

Porém, no meio disso, iremos acompanhar Carol e sua insanidade justificável. Em certos momentos conseguimos julgá-la, ao tentar fazer de crianças assassinas, porém o intuito é louvável. As crianças precisam mesmo aprender a se defender, mas Carol não precisava testar a filha órfã, dando a ela a missão de matar seu próprio pai. Mesmo a criança sugerindo, Carol forçou a barra em deixar a criança tentar. Cobaia para testes é o que mais tem naquele lugar. Carol ainda finaliza a morte na frente das crianças. Atitude desnecessária.


Apesar da melhora, a temporada ainda não empolga, muito diferente das temporadas anteriores. Tudo bem que precisamos acompanhar o desenvolvimento dos personagens naquele mundo caótico, mas uma pitada na mitologia é preciso, sempre. Claro que não veremos tão cedo como tudo começou, detalhes de como a infecção alastrou, enfim, mas é preciso acontecer algo para que não relacionemos o drama vivido pelos personagens ao cotidiano de um mundo normal, sem infecção.

Eles seguem nos empurrando com a barriga e nós aceitando. "Me engana que eu gosto". Pelo menos o suspense continua bacana.

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