The Walking Dead: "30 Days Without an Accident" 4x01 [Season Première]


The Walking Dead, você não me engana mais.

30 dias sem acidentes. 40 e poucos minutos que não aconteceram nada. Nada de relevante. Nada. Eu disse nada? Claro, precisávamos saber da atual situação do grupo de sobreviventes, acompanhando onde as peças estavam encaixadas, mas tudo isso poderia ser resolvido em no máximo 10 minutos. A première da quarta temporada foi de longe a mais broxante da série.

Estrutura como essa adotada, pode ser usada na série independente do local/situação que estão vivendo. Reflita comigo o que tivemos nesse episódio: vimos Rick saindo para caçar; vimos uma força tarefa em busca de mantimentos, armamentos, enfim; e só. Acabou, gente! Uma season première tem que vir dizendo algo, dando pinta de como será a temporada, e não isso que vimos, uma grande "encheção de linguiça", e de porco.

No meio disso houve um acréscimo de drama, para sustentar o insustentável. Rick se depara com uma morta viva que tenta fazê-lo de comida para um zumbi, cena essa que foi inserida para ser dramática, mas só conseguiu deixar o telespectador entediado, ainda mais com a atuação (mais uma vez) pífia de Andrew Lincoln. Por outro núcleo, pelo menos serviu para entreter, com o tradicional suspense, quando a força tarefa se depara com uma chuva de zumbis, algo totalmente inesperado, além de bem feito, que, apesar de não ter dito nada, cenas assim é sempre são bem vindas.


No mais, alguns personagens foram nos apresentados, claro, prometendo grandes "draminhas" inúteis durante a temporada; vários casais se formando e se separando; além do cotidiano sem graça daquele núcleo, ilustrado com a cena "não conte para o seu pai", orquestrado por Carol, que tem a petulância de agir nas costas de Rick, mesmo sua atitude sendo nobre. Pra quê esconder? Colocar as cartas na mesa, não tem espaço mais para o contrário.

Claro que alguém de dentro se infectaria e causaria uma revolução naquele presídio. Tem gente demais ali. Por zumbis seria difícil, pois eles não pulam cercas (apesar de um ter pulado na primeira temporada). A infeção veio de forma diferente das que já tínhamos acompanhado, pois a pessoa morre aparentemente por problemas de saúde, sem ninguém notar, e provocará o caos que servirá para algumas mortes, alguma correria, aspecto que já vimos trilhões de vezes na série.


A verdade é que a série está sendo estragada gradativamente. Se tornou comercial de mais e a cada temporada fica ainda mais, pois, quanto mais a série fica ruim, mas a audiência sobe. Esse episódio foi visto por mais de 16 milhões de pessoas nos Estados Unidos, e pela narrativa extremamente arrastada, já podemos esperar no mínimo 10 temporadas para a série, pois eles economizam demais nos assuntos que são a essência da série, trazendo episódios fillers, com o único objetivo: lucro. Frank Darabont foi o primeiro a pular fora por não aceitar a interferência comercial do canal no seu trabalho e em seguida foi a vez de Glen Mazzara.

A série tem grande potencial, ótima produção, mas peca no quesito evolução. Um grande exemplo foi o Governador, que tá por aí, e foi mantido para alongar ainda mais a história, com zero em ousadia. A primeira parte da última temporada foi excelente, mas caiu muito na segunda parte. Agora a nova temporada vem do mesmo nível ou pior que ela nos deixou, dando pinta que mais uma vez teremos (ou não) que testemunhar uma belíssima premissa indo para o ralo. O ralo comercial.

PS: Nós ficamos meses imaginando qual seria o acidente que zeraria a contagem "30 dias sem acidente". Quem morreu? A insignificância da morte resumi a insignificância do título/episódio.

Tecnologia do Blogger.