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Homeland: "The Yoga Play " 3x05


Um festival de 'Plot Twist' em mais um episódio de Homeland, que demonstra que a temporada está no caminho certo.

Convenhamos que a temporada esteve capengando, principalmente com os episódios "Uh... Oh... Ah..." e "Tower of David", mas considero que esses foram um 'mal necessário' para a trama. Mas a partir de "Game on", a temporada foi se encaixando e ficando claro os seus objetivos. Homeland segue fiel à sua premissa, com as revira-voltas de sempre, ilustrado com grande elenco.

Homeland segue mostrando o plano mirabolante de Saul e Carrie, plano esse que coloca e muito a vida da loira em risco, mas como Saul disse, Carrie corre risco a todo momento, inconsequentemente e quase inconscientemente, fazendo que dessa vez, a inconsequência seja calculada. Claro que Saul esperava que Carrie fosse capturada, mesmo o plano soando suicida. Arriscado, sim, mas o peixe é grande demais. Precisamos acompanhar pra saber se todo esse sacrifício, principalmente de Carrie, valerá a pena. Difícil estar na pele dela, dedicando de corpo (nu) e alma. E ninguém gostaria de estar em sua pele.


Falando em inconsequência, vimos Carrie agindo para resolver um caso familiar, colocando uma missão importantíssima em risco. É a primeira vez que vimos ela agir sob alto risco? De jeito algum. Essa é praticamente a sua marca, pois ela não tem medo de nada, principalmente porque consegue calcular o risco e, ajudada também pela sorte, sempre obteve êxito. Carrie agiu para proteger Dana e não obteve êxito direto, mas justificou as suas atitudes jogando belas palavras na cara daquele agente, praticamente o ensinando a trabalhar, tornando um simples caso de desaparecimento de adolescentes rumo à putaria, num caso de segurança nacional.

Ela poderia sim, negar a ajuda, mas sabemos que ela não é assim, ainda mais que Dana tornou-se o centro de toda essa confusão, e ela justificou bem na conversa com a agente. Aliado a isso, ela recebe um pedido de perdão de Jessica, nas entrelinhas, que se humilhou por desespero, clamando pela volta da filha.  

Dana volta para casa após ouvir a notícia de seu sumiço no tele-jornal (clichê, ok), natural em se tratando do alarde que foi criado, talvez com ajuda do agente esculachado por Carrie, em mais uma bela jogada do episódio. Dana não iria morrer, não agora, e precisava voltar, e felizmente não voltou pela falta de dinheiro e sim pela descoberta que estava sendo enganada, e que a pessoa que está ao seu lado é tão ou menos mentirosa do que seu pai. Dana tem trauma de mentiras e isso ela não perdoou, mesmo de seu 'amor', tratando de lavar e bem a roupa suja imediatamente após a descoberta. Excelente.

Dois minutos gastos com o plot de Dana. Excelente mais uma vez, Homeland.


Como se não bastasse, um novo núcleo é inserido, e dos grandes: uma disputa para o cargo de Diretor da CIA entre Saul e o Juiz Lockhart. Aparentemente esse núcleo soa bastante promissor, e os primeiros embates foram excelentes, com ótimos diálogos e lavadas na cara. Dificilmente Saul perderá o cargo, nessa temporada, ainda mais que tem duas importantes semanas de trabalho pela frente, mas independente, imagino uma possibilidade interessantíssima para o futuro da série: Carrie, diretora da CIA. Porque não? Seria merecedor.

"The Yoga Play" foi um excelente episódio. Critiquei bastante o início da temporada, mas agora não vejo motivos agora para desaboná-la. Se o enredo escolhido não está no agrado de alguns telespectadores, tudo bem, natural, mas a série continua a mesma, com estrutura de episódios que também foram vistos em temporadas anteriores. A série não tem problemas com a produção, erros de continuidade e furos de roteiro, como víamos muito em Dexter, por exemplo, e o seu elenco vem dando show a cada episódio. E ainda não esqueçamos no núcleo de Brody, que praticamente não entrou na temporada, com promessas de que quando ele for conectado ao restante da trama, cabeças explodirão, no bom sentido.

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