Primeiras Impressões - The White Queen


O Reino Unido é o lugar mais épico do mundo. Fato!  É quase impossível encontrar algum outro lugar no planeta Terra com uma história tão rica e que foi palco de boa parte dos acontecimentos mais importantes da história mundial. E desde os primórdios suas histórias e sua cultura inspiraram obras literárias, teatrais, cinematográficas e, o que nos importa agora, televisivas. E vamos falar de mais uma representante dessa lista: The White Queen, a nova minissérie da BBC.

Primeiro vamos falar um pouco sobre a minissérie em si: The White Queen é a adaptação da série literária The Cousin's War, da autora britânica Philippa Gregory, considerada uma das maiores romancistas históricas da atualidade, que também já teve adaptado o livro A Irmã de Ana Bolena, primeiro livro de sua série sobre os Tudor, que foi adaptado para o cinema com o filme A Outra, estrelado por Natalie Portman e Scarlett Johansson. Em The Cousin's War, ela retrata de forma romantizada a famosa Guerra das Rosas, conflito do século XV entre os Yorks (representados pela rosa branca) e os Lancasters (representados pela rosa vermelha), dois lados da mesma dinastia que durante 30 anos lutaram pelo trono da Inglaterra.

A história começa em 1464, nono ano da guerra, e é focada em três mulheres que foram peças-chave durante o período: Elizabeth Woodville (The White Queen) viúva camponesa que se casa com Edward IV, da casa dos Yorks, quando este é coroado rei da Inglaterra; Margaret Beaufort (The Red Queen), uma mulher extremamente religiosa da casa dos Lancasters que sonha em tornar seu filho Henry rei; e Anne Neville (The Kingmaker's Daughter) filha de Lord Warwick, que deseja fazer uma aliança com Richard, Duque de York, irmão mais novo do rei, casando-o com sua filha e visando colocá-lo no trono. É nesse cenário tempestuoso que The White Queen dá início.

Margaret, Elizabeth e Anne, respectivamente
Dos 10 episódios encomendados para a minissérie, 2 já foram ao ar, e já podemos afirmar que está aprovadíssima. Dramas históricos são um verdadeiro fetiche para os britânicos, e não há quem os faça melhor que eles, e mais uma vez eles acertaram. Locações belíssimas (interior da Bélgica), roteiro brilhantemente escrito, conseguindo unir realidade e ficção e ainda assim continuar verossímil, como por exemplo a mãe de Elizabeth, Jacquetta Rivers, que usa a magia de seus ancestrais para prever o futuro, e um elenco afiadíssimo, que em apenas 2 episódios já mostraram a que vieram. Destaque para Amanda Hale (Margaret) e Janet McTeer (Jacquetta) que dão uma verdadeira aula de atuação, e Max Irons (Edward IV) que surpreende com seu talento por ser tão jovem e ter em seu currículo alguns filmes, digamos, vergonhosos, como A Garota da Capa Vermelha e A Hospedeira. Vamos torcer para que ele continue fazendo coisa de qualidade, pois talento ele tem.

Minha única ressalva é quanto ao título da minissérie. The White Queen é o título do primeiro livro da série, e retrata o ponto de vista de Elizabeth. Então por que colocaram esse título sendo que ele corresponde a apenas uma parte da história? Como não li a série não posso afirmar o quanto Elizabeth é importante na história durantes os outros livros, mas acho difícil ela continuar sendo o foco da história, ainda mais levando em conta os fatos reais ocorridos. Mas ainda teremos 8 episódios e isso pode muito bem ser esclarecido mais para frente. E mesmo que não seja, não vai atrapalhar a qualidade da série de forma alguma.

A minissérie é a segunda parceria da BBC com o canal a cabo americano Starz, que já haviam trabalhado juntos na produção da 4a temporada de Torchwood, intitulada Miracle Day, que foi sem dúvida a temporada mais bem-sucedida da série, com uma produção de altíssimo nível e que ainda apresentou a série ao público americano. E pelo que parece essa parceria deverá se tornar frequente, agora que perceberam que dá certo. Assim como Torchwood: Miracle Day, The White Queen está sendo exibida simultaneamente no Reino Unido (pela BBC) e nos Estados Unidos (pelo Starz)

Para os que já conferiram, aguardem as reviews dos próximos episódios, e para quem ainda não conferiu, corre e não perca a oportunidade de ver mais uma excelente produção da BBC (que na minha humilde opinião é o melhor canal do mundo, principalmente por terem criado Doctor Who) que é um prato cheio para quem curte dramas históricos (como eu). Para os que ainda não viram confiram o trailer oficial abaixo:


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