A Volta de "Sai de Baixo" - Episódio 1: "Tudo será como antes"


Uma volta triunfal. É o adjetivo que poderemos definir o primeiro episódio de Sai de Baixo, depois de onze anos de, vamos dizer... hiato. O programa nunca terminou nos corações de quem acompanhou a série domingo à domingo. Claro que o "fim" do programa foi necessário, ficou enjoativo, mas rever os personagens tanto tempo depois, foi um misto de emoção e alegria, levando às lágrimas o telespectador fã de Sai de Baixo, um dos melhores programas de humor exibido na Rede Globo, quiçá o melhor.

O primeiro bloco foi muito emocionante. A cada entrada, a cada palavra, a cada suspiro, vinha em mente o prazer que a série proporcionou durante anos. Nem estávamos preocupados com o texto e sim com cada milímetro do cenário, figurino, personagens. Cassandra foi a primeira a entrar, recebida pelo mordomo "francês" picareta vivido pelo espetacular Tony Ramos. Aos poucos os personagens adentraram ao cenário. Vavá, Magda e o fenomenal Caco Antibes. Cada um veio explicando a ausência de onze anos, mas o que queríamos ver mesmo era os trejeitos, bordões, piadas, enfim, tudo que nos fez apaixonar pela série.


Cassandra na casa de sua tia; Vavá na floresta; Madga morando no aeroporto de Cumbica; Caco Antibes preso na Dinamarca. Faltava a doméstica aparecer. Doméstica? Neide Aparecida desponta como a dona do apartamento comprado devido uma indenização trabalhista de 3 milhões de reais, pode? Pôde sim. Neide tocou o terror em seus ex-patrões mas todos sabiam que isso não duraria muito tempo.

Neide foi destronada, óbvio, com um golpe mal orquestrado por Caco, onde o mordomo levou a melhor. Um golpe daqueles sem nexo, natural, típico da série. Neide volta a ser pobre (com entonação Antibes), Caco fica com um resquício de seu plano "apartamento" e agora todos irão ter que aguentá-lo. 

Foram uma hora e meia de muita emoção, nostálgica, mágica. Estamos matando a saudade da série, por muito pouco tempo, apenas quatro episódios, mas vai valer muito a pena. Aqueles personagens foram eternizados em nossos corações e marcaram a carreia de todos daquele elenco. Não me lembro de ter rido, ou melhor, gargalhado com uma série nos últimos, sei lá, onze anos. Não consigo expressar o quão bom foi rever a série, não consigo relacionar adjetivos capazes de transcrever a emoção, mas consigo dizer que os próximos domingos serão os dias mais felizes da minha vida em frente a TV.


Pra terminar, claro que Edileuza e Ribamar fizeram falta, mas o núcleo principal sempre foi o que vimos nesse especial. A série sempre teve bons convidados e Tony Ramos exerceu muito bem o papel dos "fundos" e confesso que não senti a falta deles. Mas se eles estivessem...

Vale muito destacar as piadas relacionadas à atualidade política e social que incrementaram nessa volta, com destaques para o famoso e 'caríssimo' tomate. Mas o que ficou marcado mesmo foi o triângulo amoroso formado por Caco, Magda e o Mordomo, culminando em um belíssimo 'Chupa Feliciano!'.

Nota 10/10

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