O Fim de In The Flesh


Lágrimas rolaram desenfreadamente.

O dramático ao pé da letra, resume o series finale de In The Flesh. A série é sobre zumbi que foram reintegrados à sociedade, mas você pode substituir os zumbis por diversas pessoas que sofrem preconceitos em nossa atual sociedade, como: homossexuais, negros, aidéticos, enfim. Todo ser que sofre de preconceito nesse universo.

Kieren Walker viveu na pele a dor que uma pessoa rejeitada na sociedade, lutando para provar dia a dia que não se deve julgar um livro pela capa. O interior é o que importa, é o que sempre importou e é o que sempre importará - aos olhos de pessoas que saibam enxergar além do óbvio.

O ditado "pimenta nos olhos dos outros é refresco", serviu muito bem para entender a linha de pensamento dos preconceituosos de In The Flesh. Bill Macy ilustrava os preconceituosos, doentes, que tentaram eliminar os zumbis regenerados da sociedade, motivados por pregações religiosas descabidas, que fazem uma verdadeira lavagem cerebral nas pessoas.

Alguma semelhança com "algo" dos dias de hoje?

Como todo fanático, Bill teve atitudes descabidas e teve o fim que mereceu: morto por pessoas que pensam diferente e que fizeram justiça com as próprias mãos. É assim na sociedade: os fortes prevalecem quando dominam a maioria. Eles não tinham a maioria absoluta, mas o fim da série mostrou que para aquela sociedade se livrar do preconceito, a "maça podre" deveria ser eliminada. E foi. Mas antes, Bill foi capaz de eliminar seu filho, abominado pela ignorância que o preenchia.


Foram apenas três episódios, mas três intensos episódios. Não digo pelo tom que trouxe, pois, houveram momentos arrastados, mas digo pelo drama que a série demostrou. Tratou o assunto de tal maneira, justificando o termo Drama. Essa é uma verdadeira série dramática, levando em consideração o tema abrangente e cheio de facetas que poderíamos, como disse, facilmente substitui-los.

Nota 09/10

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