Glee: "Shooting Star" 4x18


Épico. Impressionante. Que ousadia. Finalmente a série voltou a tocar diretamente na ferida e dessa vez, como nunca antes visto.

"Shooting Star" parecia ser mais um episódio chato dessa temporada de Glee: Ryder seguia com seu drama, sofrendo por sua namorada virtual e acusando tudo e todos por estarem tramando contra ele; Brittany (de novo), temia pelo fim do mundo, após avistar em seu "batlescópio" um possível asteroide, mas que não se tratava de apenas uma joaninha; Shannon (de novo) sofrendo por sentimentos confusos referente a sua sexualidade e (de novo) recebendo bons conselhos de Mr Schuester.

Nesse meio tempo, duas belíssimas canções forem executadas, daquelas que alavancaram a série em seu início. Mas um diálogo desapercebido e que parecia irrelevante, mostrou-se importantíssimo para o desfecho do episódio. 

Becky lamentava a sua formatura à Brittany, temendo o mundo fora da escola - um dos principais temores de alunos formando em todo o mundo, principalmente com as assustadoras notícias do dia a dia. Glee toca pela primeira vez no episódio em um problema real, que assola os estudantes.

Quando de repente, ouve-se dois tiros. Pronto. Ali passou milhares de coisas em nossas cabeças. Imagine se é você numa situação dessas? Ataques terroristas em escolas são um temor diário nas escolas americanas e a série abordou o assunto para tentar passar um pouco do terror que as pessoas que vivenciaram isso na vida real. Situação aterrorizante para o Glee Club e que deixou o telespectador tenso, boquiaberto.


Muitos temiam pela morte, despedidas começaram a serem gravadas, confissões e desculpas foram aparecendo. No meio do caos, o episódio ainda conseguiu tirar algo cômico, mesmo que a risada só viera no final, quando tudo resolvido.

A Swat foi chamada, demostrando a gravidade da situação, alunos espalhados pela escola, escondido em banheiros, resgatados por um professor herói, mantendo o dever de sempre estar protegendo seus alunos. O desespero tomou conta de todos. 

Quando a poeira abaixou e o risco de atentado foi descartado, ainda fomos surpreendidos. Sue Sylvester assumiu os disparos, acidentalmente após verificar sua arma, que traria para a escola por medida de segurança. Ali, outro tema polêmico foi abordado, pois, os EUA vive momentos de discussões sobre o armamento. Mais um toque perverso na ferida naquele país, proferido pela série.

Até seria plausível aceitamos que Sue Sylvester estivera mesmo portando uma arma pelos motivos que ele mencionou, mas, para a surpresa de todos, a arma pertencia à Becky, roubada de seu pai para se proteger, dar-lhe segurança. O seu diálogo com Britttany vem em mente e tudo faz sentido. 

Sue sofre as consequências para salvar Becky. A jovem já sofre bastante com inúmeros preconceitos e a lei não está nem aí com seus sentimentos. Ela seria expulsa por uma atitude que o regime do país e a insegurança que assola a humanidade ajudaram a criar. 

Como sempre acontece, as pessoas só tomam atitudes depois do desastre. A escola teve sua segurança reforçada, detectores de metais e... a demissão de Sue. Tudo isso serviu para alertar a sociedade do perigo frequente do dia a dia, mesmo que isso passe desapercebido propositalmente por nossas autoridades.


Pela primeira vez não sentimos falta do núcleo de Nova York, responsável por sustentar a temporada. O lado McKinley esteve horroroso durante muitos episódios da temporada, mas dessa vez, esteve perfeito.

Ah, claro que Sue não sairá da série. Em breve estará de volta com uma justificativa esdrúxula, típica do personagem. Glee sem Sue Sylvester não é Glee.

Parabéns Ryan Murphy e todos os envolvidos pelo melhor episódio da série, de todas as temporadas.

Nota 10/10


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