Doctor Who: "The Rings of Akhaten" 7x07


E aí Viciados! Tudo tranquilo? Prontos para mais uma review do nosso Time Lord preferido? Então vamos logo porque temos muito o que comentar sobre esse episódio que foi um colírio para os olhos nerds. Então, sem mais delongas, vamos falar sobre "The Rings of Akhaten".

Uma grande característica de Doctor Who é a variedade de temas que a série consegue abordar. Por ser sobre viagem no tempo e espaço, podemos ver literalmente de tudo, ou como o próprio Doctor gosta de dizer: "All of time and space, everything that ever happened or ever wil...". Dessa forma, os episódios podem abordar temas totalmente variados. Mas de uma coisa eu tenho certeza: os episódios preferidos da grande maioria (e meus também) são os que se passam em planetas aliens distantes. Todo bom nerd vibra com essa ideia de vastidão, de poder alcançar o infinito, ver lugares e coisas inimagináveis, e esse episódio foi um prato cheio, com um planeta simplesmente exuberante, aliens de todas as raças para todos os lados... Enfim, o tipo de aventura que Doctor Who sempre nos proporciona de tempos em tempos.


Nesse episódio, Clara está ansiosíssima para ver as maravilhas de se viajar a bordo da TARDIS, a nave mais sexy do Universo (literalmente), então o Doctor resolve levá-la aos Anéis de Akhaten, uma enorme estrela onde orbitam sete planetas e rodeada por grandes anéis de asteroides habitados, e em um desses asteroides está acontecendo o Festival de Ofertas, uma grande feira em que se usa o método de psicometria, ou seja, os produtos comercializados devem ser pagos com algo de valor sentimental para o comprador. Com isso, aliens de todo o sistema se encontram lá para fazer suas ofertas, e nessa confusão, Clara conhece Merry Gejelh, a mais nova Rainha dos Anos, que se prepara para a cerimônia em que ela deve cantar a Longa Canção para o velho deus Akhaten. Mas durante a cerimônia Merry é arrastada pela força da estrela e o Doctor e Clara descobrem que ela na verdade é um sacrifício para Akhaten, que se alimenta das histórias de quem se sacrifica, suas memórias vividas. Se não se alimentar, ele irá se expandir e engolir todos os planetas do sistema e depois de todo o universo.


Falem a verdade: todos estavam ansiosos por um episódio assim! Eu sei que eu estava. Uma trama super sci-fi ambientada em um planeta fantástico e com um vilão monstruoso e colossal com poder de destruir todo o universo. É de fazer qualquer nerd derramar lágrimas de emoção. A produção foi impecável: figurino de primeira e super de acordo com o contexto da história, maquiagem deslumbrante (os aliens estavam dignos de franquias como Star Wars e Star Trek), e a trilha sonora épica como sempre, evidenciada pela Longa Canção cantada por Merry, que confesso me deu arrepios, ainda mais por ter sido tão divinamente cantada por ela. Mas, sem dúvida, o mais impressionante nesse episódio foram os efeitos visuais espetaculares! Foi-se o tempo em que Doctor Who era uma série de nível B com efeitos baratos. A beleza da estrela, a vastidão e nitidez dos anéis em volta, foi simplesmente belíssimo. Tudo a nível de cinema. Todos os episódios dessa temporada podem ser vistos na tela grande, tamanho o espetáculo.


As atuações também foram dignas de nota. Emilia Jones fez uma excelente Rainha-Mirim, ela conseguiu transmitir todo o peso da responsabilidade de salvar seu povo do deus parasita, além de ser uma cantora e tanto, a performance dela da Longa Canção foi emocionante. Mas o show mesmo foi da nossa dupla dinâmica. Matt Smith entregou uma performance estupenda mais uma vez, no diálogo final com Akhaten, digno de aplausos. Seu 11th Doctor pode não ser considerado o melhor Doctor, mas ele sem dúvida é um dos melhores atores na história da série, tanto que foi o primeiro intérprete do Doctor a ser indicado ao BAFTA, o Oscar britânico. Agora que ele está despontando em Hollywood, sem dúvida irá consolidar uma carreira brilhante. E Jenna-Louise Coleman, que estava um tanto contida em The Bells of Saint John, nesse episódio pode mostrar mais a que veio, cada vez mais firmando a personalidade de Clara, trazendo até um bordão para a personagem: "Oh, my stars!" que era sempre dito por sua mãe (impossível não lembrar da Samantha de A Feiticeira). Foi possível ver toda sua vulnerabilidade por ter perdido a mãe, sua insegurança com relação a deixar as lembranças irem, principalmente no final, em que ela abre mão da folha responsável pela união dos seus pais para salvar o Doctor e todo o universo , pois segundo ela, aquela era "a folha mais importante da humanidade, cheia de contos e história, e cheia de um futuro que nunca foi vivido. Dias que deveriam existir e não existiram. Feita não apenas de passado, mas de todo um futuro que nunca aconteceu. Bilhões de dias não vividos por cada um vivido. Uma infinidade, todos os dias que não existiram." Menção especial ao roteirista Neil Cross, por ter criado diálogos tão perfeitos, que fizeram dessa cena tão linda de se ver.


Agora vamos aos easter-eggs: como eu disse na última review, a lembrança dos Pond ainda vai nos rodear por um bom tempo, como o fato do Doctor ter oficializado o uso dos óculos de Amy, levando-os para todo lugar. Além também da menção indireta do próprio Doctor à eles e todos os outros que ele já perdeu, quando ele dialoga com Akhaten e fala sobre ter sofrido perdas que ele nunca entenderia. Claro que ele falava de todos em geral, mas a ferida da perda dos Pond é a mais recente, e com certeza ainda não se fechou por completo. Outro easter-egg foi a menção de Susan, a neta do Doctor e também primeira companion da história da série, quando o Doctor conta à Clara que já esteve em Akhaten acompanhado de sua neta. Será que isso é uma indicação de que ela poderá aparecer futuramente?  A atriz Carole Ann Ford não demonstrou muito interesse em voltar, devido à problemas com a equipe de produção da época, mas isso não impede o retorno da personagem, pois ela também é uma Time Lady, e pode muito bem se regenerar. Não vamos criar conclusões precipitadas, só nos resta esperar para ver se vai mesmo acontecer ou se a menção à ela foi apenas mais uma homenagem à série clássica.

Agora é contar os dias para o próximo episódio que promete ser um dos mais épicos desse restante de temporada, pois haverá o tão esperado retorno dos Ice Warriors, um dos vilões mais marcantes da série clássica, e que pela imagens estão hiper fiéis à versão original. Fiquem com a promo do episódio e até a próxima. GERONIMOOO!!!





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