LOST: "Tabula Rasa" 1x03 [Review Retrô]

Dirigido por Jack Bender e escrito por Damon Lindelof. 
Confiança. Palavra símbolo de "Tabula Rasa", terceiro episódio da 1ª temporada de LOST. Aqui, a série mostra que consegue desenvolver (muito bem) 10, 12 personagens, mesmo centralizando em apenas em uma: a fugitiva Kate.

Pela primeira vez vimos imagens de fora da ilha, protagonizadas por Kate. Terminamos o episódio passado com Kate sendo desmascarada para o telespectador, mas nesse episódio, sua máscara caiu para alguns sobreviventes. Na verdade Kate nunca teve máscara e sempre demonstrou sentimentos verdadeiros, mas naquele momento, era tida como perigosa, inconfiável, criminosa. Contudo, com bem disse Jack, mesmo sem saber o real motivo de toda a sua periculosidade, todos devem ter uma segunda chance, um recomeço, e a ilha é plataforma perfeita para isso.


Tanto é que as atitudes de Kate não condiziam com as palavras de Edward Mars. Kate já mostra ser uma boa pessoa, incapaz de tirar a vida de um ser humano (mas cúmplice), mesmo que esse ser humano seja uma iminente ameaça. Ali, sem informações alguma e com apenas três dias de convivência, Kate era mesmo de se preocupar. Sempre teve problemas de confiança, mas soube entender as pessoas e suas atitudes, tendo misericórdia àqueles que agira dessa forma: o fazendeiro Ray Mullen, por exemplo.

Enquanto isso, nossos sobreviventes dão conta que não seriam resgatados tão cedo e se organizam buscando a sobrevivência. Água, comida, remédios, equipamentos eletrônicos e etc. Ali vemos quem é solidário e quem é interesseiro. Nem preciso dizer quem, não é mesmo? Mas o interessante foi notar que um líder surgiria: Sayid despontava naquele momento para liderar o grupo, contudo, não chegou a ser nem um coadjuvante para esse quesito.

Incrível como em 40 minutos a série consegue desenvolver vários personagens de forma coesa, interessante e significante. Michael e Walt conflitando e desenvolvendo seus problemas familiares; Sun e Jin se resolvendo; Bonne e Shanoon da mesma forma; e por aí vai. Um final feliz momentâneo para todos os primeiros conflitos criados no início da série. Uma família estava se formando.


Porém, com um a menos. Aconteceu a primeiro assassinato na série e o assassino: Sawyer. Matou quem já tava morrendo, mas matou, mesmo quase não chegando ao fato consumado. Como foi burro nosso Sawyer, conseguindo errar um tiro a queima roupa. Cena tensa e hilária.

Finalizamos o ótimo episódio focando em John Locke, um carequinha bondoso mas enigmático. Sabemos seus interesses, motivações e objetivos. Vamos comentar sobre isso mais pra frente, podem ter certeza.

Frase marcante e que prova que eles sabiam o que estavam fazendo desde o início:

"A três dias atrás, todos nós morremos. Todos nós deveríamos poder começar de novo" - Jack

Outros momentos:
  • Hurley correndo de Kate, morrendo de medo dela após descobrir que ela era uma fugitiva.
  • Primeiros embates de Sawyer e Jack: dentro do avião, em busca de suprimentos e após Sawyer ter atirado no agente Edwards Mars.
  • Michael correndo desesperadamente pela floresta e dá de frente com Sun, nua.
  • Charlie tentando a todo momento (ainda) divulgar sua banda.


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