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Dallas: "Battle Lines" 2x01 [Season Première]


A família mais gananciosa e turbulenta da TV está de volta, e não poderia ter retornado de forma mais triunfal.

Dallas sempre foi uma série sinônimo de sucesso, prova disso é a longevidade da série original, que teve início no final da década de 70 e terminou no início da década de 90, com um total de 14 temporadas. As intrigas familiares, os jogos de poder, as paixões avassaladoras... Sempre deixavam os fãs com os olhos vidrados na TV quando estava no ar. A notícia de que a TNT iria fazer um revival da série trouxe muita felicidade aos fãs, que teriam a oportunidade de ver a nova geração dos Ewing. A primeira temporada fez um sucesso tremendo com o público e a crítica, sendo a série de TV por assinatura com maior audiência em 2012 nos EUA e com renovação garantida. E agora damos início à segunda temporada, que já começou prometendo ser épica.

O episódio começou mostrando a nova fase da Ewing Oil, que agora atende por Ewing Energies, com John Ross e Christopher à frente da empresa. Christopher está tentando investir ao máximo no metano que vem se mostrando uma grande promessa, já John Ross continua botando toda sua fé no petróleo, que é um mercado estável e com o qual já está familiarizado. Os dois continuam no costumeiro pé de guerra, sempre discordando um do outro. A grande novidade é que dessa vez John Ross está mais ganancioso e inescrupuloso que nunca, disposto a tudo para conseguir o poder completo sobre a Ewing Energies, até mesmo fazendo um acordo com Rebecca, que agora sabemos que é na verdade Pamela Rebecca Barnes, filha de Cliff, o arqui-inimigo dos Ewing. Nem mesmo J.R. na sua pior fase foi capaz de se aliar aos Barmes para conseguir o que queria, por aí já podemos ver que de John Ross podemos esperar qualquer coisa. A descoberta sobre Pamela Rebecca foi o grande momento do episódio, que com certeza fez os fãs mais velhos de Dallas vibrarem de entusiasmo. Logo veremos mais e mais personagens famosos retornando à nova série, talvez até mesmo a primeira Pamela Barnes, que é até hoje uma das mais queridas pelos fãs.

As coisas não estão menos turbulenta para os Ewing mais velhos. Annie descobriu que Emma, sua filha perdida desde criança, está viva, mas para vê-la teve seguir as chantagens de seu ex-marido Harris, que só deixaria ela ir ver a filha se entregasse a ele a fita que prova seu esquema de lavagem de dinheiro, que estava sob posse de Sue Ellen, que a usava como proteção contra Harris para que ele não revelasse sobre a chantagem que ela fez a um médico legista para forjar os resultados de exame que incriminavam John Ross. Complicado não? Mas com essa família sempre é assim, sujeira atrás de sujeira, e agora as coisas só tem a piorar, pois o tal médico legista resolveu revelar ao mundo sobre a chantagem de Sue Ellen, o que coloca em risco sua candidatura a governadora do Texas, e a filha perdida de Annie, Emma, não está nem um pouco feliz com o surgimento de sua mãe biológica, a rejeitando por completo, deixando Annie totalmente abalada. Como não ser viciado em uma série que nunca deixa o espectador descansar? Simplesmente impossível.

Essa temporada sem dúvida começou com o pé direito, nos entregando um roteiro excelente e atuações de tirar o chapéu (no caso, chapéu de cowboy). É claro que o estilo novela continua, e sempre vai continuar pois é o padrão da série, e pode incomodar o público mais seleto que queira começar a ver agora e esteja meio receoso por causa disso, mas eu garanto que isso é apenas um detalhe. Todos os clichês não se comparam à grandiosidade dessa série que é um verdadeiro marco. Se você é desses que tem desânimo de ver pelos motivos que eu citei, esqueça tudo isso e trate de assistir logo, pois você está perdendo este que é, sem dúvida alguma, o grande drama familiar da TV mundial.


E é claro, não poderia terminar essa review sem antes fazer uma homenagem ao grande, supremo, magnífico Larry Hagman, nosso eterno J.R. Ewing, o grande responsável pelo tremendo sucesso de Dallas. O que seria dessa série sem este que é um dos vilões mais queridos da história? Um homem ganancioso, sagaz, vingativo, desleal, mas que era capaz de conquistar qualquer um com o seu charme inigualável? E que não poderia ter sido melhor interpretado pelo nosso querido Larry. Foi um verdadeiro baque a notícia de sua morte, ainda mais agora com o retorno triunfal da série e do personagem, que nos prometia ainda grandes momentos. Muitos questionaram o que seria da série sem ele, mas eu tenho certeza de que ainda será um sucesso, prova disso é a série original, que eventualmente perdia algum ator e sempre criavam uma solução genial para a saída do personagem. Claro que nenhum tão importante quanto J.R., mas são roteiristas extremamente talentosos, e sem dúvida será uma despedida épica. Nos resta aproveitar os seus últimos momentos e prestar as devidas homenagens a esse grande ícone da TV. Meus parabéns Larry Hagman, ou melhor, John Ross Ewing Jr.


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