Homeland: "The Choice" 2x12 [Season Finale]


A calmaria que antecede a tempestade.

Se havia dúvidas sobre o futuro de Homeland, está aí. A série deve durar enquanto existir o terrorismo, quer dizer, para sempre. Se for como a excepcional qualidade exibida nessa segunda temporada, pode durar para sempre mesmo e mais duas semanas.

"The Choice", episódio que encerrou a temporada (já disse que ela foi excelente?), demorou a engrenar. Tudo bem que àquela altura, pouco era esperado. O que esperávamos desse episódio era a respeito da tal emboscada à Brody e saber qual cliffhanger seria apresentado para dar início a trama que desenvolveria a próxima temporada. 

Os produtores praticamente dividiram o episódio: usaram os primeiros 30 minutos para dar um desfecho ao assunto que sabíamos que não ia levar a nada. Claro que Brody não iria morrer. Mas como ele iria escapar do perspicaz e infalível Quinn? De forma coerente, Quinn simplesmente deixou de matar Brody quando ele deixou de ser uma ameaça, apesar de também estar pensando em Carrie. Mas isso naquele momento, pois, com os acontecimentos finais, Quinn deve estar lamentando não ter matado Brody, ao analisar apenas pelas informações da imprensa.

"Eu sou o cara que mata os cara maus e vou acabar com sua raça se você matar Brody". Mais ou menos nessas palavras.

A primeira parte do episódio também tratou de colocar as coisas no lugar. Brody disse a Mike, seu amigo: "Fique aí, transe com minha mulher e cuide de meus filhos para mim que eu vou ali viver a minha vida com um novo e perigoso amor". Mais ou menos nessas palavras. Estes disse: "Saul, você está livre, não preciso de você mais", enquanto pensa em como apunhalá-lo pelas costas novamente. Fechando esse ato, Brody diz toda a verdade para a sua filha. Verdade dolorida, mas necessariamente dita.

Mas as coisas esquentaram mesmo quando Saul colocou Carrie contra a parede, fazendo ela decidir seu futuro imediatamente. "Pare de transar com um terrorista e venha viver a vida que você sempre quis!" Mais ou menos nessas palavras. Carrie mais uma vez seguiu seu coração. Escolhera Brody para viver eternamente, de malas prontas para o interior para cuidar da colheita de batatas para o resto da vida. 

Esse amor de Carrie à Brody ainda é um mistério. Pelo lado dela não há dúvidas, mas pelo lado de Brody... não sei, sei lá. Ainda não consigo acreditar que ele esteja apaixonado por Carrie, apesar de que os fatos dizem isso. Ok, vamos ficar por enquanto com Brody amando Carrie, por enquanto. Aquela cara que ele fez quando Carrie disse que tinha escolhido ele...

Antes do "sejam felizes para sempre", o episódio pegou fogo, literalmente. Pela primeira vez acreditei em Brody. O que ele disse faz muito sentido. "Nazir morreria 10 milhões de vezes mais duas semanas por isso". Mais ou menos nessas palavras. Faz sentido. Nazir, um importante terrorista nos EUA sozinho? Ali tinha coisa. Ele veio para morrer, ficou claro. Ele queria juntar a CIA e mandar todos para os ares. Só conseguiria isso se a CIA abaixasse a guarda em um momento de comemorações e lamentações. Ele conseguiu. Se sacrificou para vingar seu filho, mandando 200 pessoas para a morte. Incrível.

Um atentado digno dos piores da humanidade, confessado posteriormente pela Al Qaeda, mas não antes de  ferrar completamente com a vida de Brody. Como conseguiram pensar em uma atrocidade dessas. Incrível.

Carrie acreditou em Brody, mantendo-o seguro enquanto tenta limpar seu nome. Esse é o seu objetivo para a próxima temporada enquanto luta no comando da CIA ao lado de Saul para exterminar os terroristas responsáveis por isso.

Acredito que Carrie convencerá Saul a dar Brody como morto, para que possam lutar diretamente contra os terroristas e ainda, protegendo se amor. 

A temporada se encerra incrivelmente sensacional.

"Depois da tempestade vem a calmaria, mas como saber se depois disso não virá outra tempestade?" 

Esse é o lema de Homeland, uma série que expõe muito bem a real situação do terrorismo mundial, muitas vezes, jogado para de baixo do tapete. Um temporada magnífica encerrada de forma sensacional. Falar mais o quê? Palmas lentas de pé! Mais ou menos assim.
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