Doctor Who: "The Angels Take Manhattan" 7x05


Por Lucas Victor

"I hate endings". Essa é a frase que melhor define esse que foi um dos episódios mais destruidores de toda a história de Doctor Who. Nunca antes eu fiquei tão deprimido com o fim de um companion como foi com os Pond, e ao mesmo tempo tão satisfeito.

Desde o início da 7a temporada Moffat foi nos preparando aos poucos para esse momento, tentando nos fazer ver como seria a vida dos Pond sem o Doctor por perto. Mas toda a preparação não foi suficiente para poupar a tristeza que seria nos despedirmos da Garota que Esperou e do Último Centurião. Mas, por mais que tenha sido triste, nunca antes houve um fim de companion tão completo e bem-feito como o fim deles.

O episódio em si foi excelente, trazendo de volta os Weeping Angels, que são sem dúvida um dos vilões mais geniais de todos os tempos. Só que dessa vez eles estão piores do que já são. Antes eles só queriam sobreviver, agora eles se tornaram cruéis e sádicos, torturando suas vítimas as prendendo em um hotel e as fazendo ver elas mesmas morrendo, velhos, assustados e completamente sozinhos. E como ao ver o seu próprio futuro ele se torna um ponto fixo no tempo, elas são obrigadas e viver nesse loop temporal pra sempre. Eu pensei que os Angels não tinham como se tornar mais assustadores, me enganei feio. Agora meu medo de estátuas está triplicado.

Outra coisa genial foi o livro da Melody Malone, a versão Noir da nossa amada River Song (ela de sobretudo *--*). Ele foi a chave de todo o episódio, e ainda serviu para fechar uma ponta que eu nem mesmo sabia que estava solta: no final do The Eleventh Hour, vemos o Doctor indo encontrar a pequena Amy que está esperando por ele a noite toda, mas nunca chegamos a saber o que acontece nesse encontro. Agora sabemos que era o Doctor realizando o último pedido de Amy que ela escreveu no epílogo do livro, pedindo para que ele conte à pequena Amy o futuro brilhante que a espera, todas as coisas incríveis que ela irá fazer e viver. Agora mais do que nunca entendemos o porque do amor e da fé incondicional que ela tinha no seu Raggedy Doctor, seu amigo imaginário que a levaria às estrelas. Curiosidade: a base para a história da Amy foi Peter Pan, pois assim como a Wendy, ela teve um amigo imaginário que a levou para o infinito e depois retornou para salvar sua filha (River ^^).

Mas mesmo com todas essas qualidades, esse episódio sempre irá me marcar pela última cena dos Pond, quando a Amy percebe que o único jeito de estar com o Rory de novo é se deixar ser levada pelo Angel e decide ir com ele. Nas despedidas das outras companions, por mais triste e abatido que o Doctor estivesse, ele sempre teve meio que controle da situação, sempre se mantendo firme mesmo sabendo que não as verá nunca mais. Mas dessa vez ele foi pego totalmente de surpresa. Conseguimos ver toda a vulnerabilidade dele, todo o seu sofrimento, e foi simplesmente destruidor. Eu quase quis ir até lá consola-lo, dizer que tudo ia ficar bem. A trilha sonora épica também foi um grande adicional. A cena parecia um balé, pefeitamente conduzida com a música. O diretor do episódio Nick Hurran, que também dirigiu outros episódios excelentes da série como The Girl Who Waited e The God Complex na 6a temporada, e mais o Asylum of The Daleks no início da 7a, tem tudo pra ser um excelente diretor de cinema. Espero que ele venha a fazer mais filmes no futuro.

Meu único pesar ao ver esse episódio é saber que agora só verei Doctor de novo no especial de Natal The Snowmen (que, pelas promos e fotos, tem tudo pra ser o melhor especial de todos), em que seremos apresentados à nova companion Clara. Confesso que estou muito triste pela despedida dos meus Pond queridos, mas tudo precisa chegar ao fim, e o fim deles não poderia ter sido mais lindo. Parafraseando a própria Amy: "This is the story of Amelia Pond, and this is how it ends".
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