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Uma Conversa sobre Nashville


Nunca julgue um livro, ou melhor, um encarte de CD, apenas pela capa.

Uma série da ABC baseada em música Country. Briguinhas infantis entre duas divas: uma jovem linda e promissora, contra uma "velha acaba" em fim de carreira. Foi mais ou menos isso o que eu preconceituosamente pensei após ler a sinopse de "Nasville", uma das novas séries desse fall season que eu dava como certo o descarte da minha watchlist. Dava.

Não que seja uma série que eu recomendasse sem ressalvas, mas Nashville tem o seu valor. É um estilo de série que não vai agradar a todos, mas vai fascinar o telespectador que gosta de assistir uma série com uma boa música, recheada por intrigas pessoais, misturada a conspiração política e ilustrada por um elenco forte.

Confesso que comecei assistir o piloto da série três vezes, mas desisti antes dos 10 minutos. Contudo, devido aos elogios de muitos e de minha "promessa" de assistir todos os pilotos desse fall season, retomei o episódio para enxergar a série com outros olhos e verificar que ela é muito mais além do que parece, pelo lado posítivo, reitero.

Acompanhei nesses quatro primeiros episódios da série várias facetas que muitas das séries da atualidade não demonstraram em uma temporada completa. A base é mesmo a disputa entre Rayna (uma cantora famosíssima Country que está em decadência devido à nova ordem da música americana) e Juliette (uma linda cantora que estourou nas paradas devido ao sucesso com o público jovem), mas muitos dramas são expostos da vida dos personagens, que mostram diversos rumos que a série irá tomar, sem se prender à apenas isso.

Por outro lado, acompanhamos o nascimento de uma dupla com potencial para obter sucesso imediato após ser descoberta pelo Manager da cidade. Scarlett e Gunnar formaram uma despretensiosa dupla country e galgam para o sucesso, matando o namorado de Scarlett de ciúme/inveja. Momentos embaraçosos são lançados nesse plot atraindo com propriedade o público dentre as cenas principais da série.


Muito poderemos relacionar com o atual momento da música, inclusive a nossa música, onde acompanhamos bandinhas da moda surgirem a todo instante apenas com o intuito do lucro, mascarada com rostinhos bonitos, roupas esquisitas e coloridas. Nem preciso mencionar a m... de banda que estou falando né? #Restart  

Porém Juliette, o lado odiável da série, demonstra os "problemas" mencionados acima, mas por outro lado, expõe diversos problemas do cotidiano de uma linda cantora (já disse que ela é linda) cujo passa por problemas pessoais graves e que vive em um mundo onde pensa que pode tudo, mas não pode nada, nada que dure mais do que cinco minutos de fama.

Mesmo assim não dá para considerar Juliette uma vilã. Existem dois lados que se combatem o tempo todo, mas não existe o certo e o errado. Estão mostrando dois lados que disputam o mercado audiovisual de dentro da mesma gravadora, com assuntos extraprofissionais e extraconjugais afetando o futuro de suas carreiras.

A série me fisgou. Como o velho ditado vulgar diz: "Ela me machucou por dentro". A série que pegou um viciado em série que ama música, principalmente, ama violão e composições. Vivo esse mundo de composições diariamente e agora eu vejo duas das minhas paixões entrelaçadas na minha TV. Não tem como deixar de amar uma série dessas, ou melhor, por enquanto é apenas romance. Vamos ver se sai um casamento.


Não sei se a série irá vingar no mercado. A audiência não está lá essas coisas, mas acredito que pelo menos uma temporada completa a série vai conseguir e espero que seja renovada, caso mantenha o nível desses primeiros episódios. Enredo ela tem. Ótimos atores também. Precisa ficar mais atenta aos detalhes para não tropeçar em assuntos insignificantes como ocorrera no 4º episódio. Nada mais do que natural vinda de uma série iniciante, mas que já mostrou que poderá chegar a ser a grande série dessa temporada.

Por Fábio Lins

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