Nashville: "Move It On Over" 1x05


Nashville está meio... novela. Odeio novela.

Sério. O que deixa-me furioso em novelas, fator que fez com que eu as largasse a anos, são aquelas cenas sem pé nem cabeça, montadas com escrotidão e sem nexo. Ao reclamar do fato, muitos ao meu lado diziam:  "Ah, pára! Isso é novela!" Ok. Esse argumento vazio não cabe em séries, então.

Indo diretamente no assunto que incomodou-me muito: o drama de Juliette e sua mãe chegou ao ridículo. Já estava insatisfeito com os momentos de relação forçados (pra quê conviver junto daquela forma?), mas engoli a seco. A maior reclamação nem é referente à trama e sim ao roteiro/direção, que deixou Juliette e sua mãe discutindo no quintal de sua casa, na frente do público. Pra quê isso?! Isso nunca aconteceria. Eles poderiam ter resolvido isso dentro de casa, isso é básico, ainda mais que ela estava com seu segurança. Não tem explicação. Ainda bem que não seguiram com mais uma filmagem amadora desse barraco, parando na internet.

Que a série tem um clima novelesco é notório. Costumo dizer que série é o que uma novela deveria ser. Nashville mostra assuntos que prendem o público, mesmo não sendo complexos. É tudo muito simples de entender e de curtir, mas não continuem com cenas grotescas do nível que mencionei acima. Não será um tiro no pé e sim, na cabeça.

Pronto, (respirando e contando até 10) desabafo a parte, esse foi um bom episódio. Em quarenta em poucos minutos eles conseguiram desenvolver bem a trama. Fecharam muito bem o problema Juliette/mãe drogada, com a fiel ajuda do infiel Deacon; deram um up na parte política, com assuntos bem interessantes, dando boas possibilidades de profundidade, além de é claro, momentos especiais das outras duas loiras da série.

A principal, Rayna, está "matando cachorro a grito", começando a diminuir seu orgulho quanto à sua atual situação. Está compondo, ótimo! Fator que poderá re-alavancar sua carreira. Não tem Deacon mais, tem que lidar com isso e está lidando muito bem, tanto no lado profissional, quanto no pessoal. 

A outra loira, trata-se de Scarlett, que está lidando literalmente com duas bombas. Difícil tomar partido nesse caso. Os dois tem razão em aspectos diferentes. Não adianta, a dupla estava sim se envolvendo mais do que pelo lado profissional e se não houvesse interferência direta, estariam sim se pegando. Eu estaria corroendo de ciúmes. Por outro lado, Avery está sim com inveja do sucesso de sua amada e está atrapalhando-a muito. Gostei quando Scarlett aceitou seu namorado ao seu lado e torcia para que desse certo. Mas não deu. Apesar de ter adorado o arranjo que o guitarrista improvisou, ele foi responsável por melar o projeto. Mas também né Scarlett! Precisava se jogar assim para Gunnar, mesmo "teatralmente"?

Algo me diz que Avery vai se juntar à Rayna, unindo duas pessoas de talento que estão por baixo. Rayna precisa de um guitarrista e de um compositor. Olha o Avery aí! Só que os dois ainda não se conhecem. (Mas vão)

Enfim, detesto quando começam a estragar uma série que estou gostando. Precisam atentar mais à esses detalhes para que a série não seja aquela boa série cafona. Aproveitando que a série ganhou temporada completa, mesmo com baixa audiência, é hora de decolar, rumo aos sensacionais momentos que fizeram-me apaixonar à primeira vista pela série. 

Estamos de olho!

PS: Salma de palmas para a cena do tapa, não?

Nota 7/10
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