#Cinema: ARGO




Uma palavra, um nome, uma obra de arte:
ARGO

Olá, leitores! Como estão passando? Então, recentemente, assisti ao filme Argo e este é, simplesmente, sensacional. Resolvi fazer uma indicação ao filme, mas podem continuar lendo sem preocupações, pois não irá conter spoilers.


Sinopse: Em 4 de novembro de 1979, enquanto a revolução iraniana atinge seu ápice, militantes atacam a embaixada dos EUA e tomam 52 americanos como reféns. Mas em meio ao caos, seis pessoas conseguem escapar e se refugiam na casa do embaixador canadense. Sabendo que é apenas questão de tempo até serem encontrados e mortos, o especialista da CIA em exfiltração, Tony Mendez (Affleck), arquiteta um arriscado plano para colocá-los com segurança para fora do país.

O filme é baseado no artigo de um dos roteiristas, Joshuah Bearman, para a revista Wired, falando sobre a operação da CIA para retirar estas seis pessoas do Irã em meio a tamanho caos. Este tem inicio explicando um pouco sobre o evento que se passou em 1979, quando estudantes iranianos invadiram a embaixada americana exigindo que o xá Reza Pahlevi, que estava nos EUA sob cuidados médicos, fosse extraditado para ser julgado no Irã. A partir disso, o filme tem inicio.

Argo tem um roteiro sólido, rico em informações e bem fechado. Também conta com uma direção de arte maravilhosa que nos transporta, de maneira bem realista, à década de 70. A fotografia também não peca, e faz um trabalho excelente. Mas o que gostaria de acentuar aqui é a espetacular direção de Ben Affleck. Podemos notar o seu amadurecimento como diretor, sendo que este é o seu terceiro longa exercendo tal função.

Affleck conduz o filme como um verdadeiro maestro. Podemos sentir toda a tensão que o envolve na pele, a sensação de agonia que certas cenas exigem.  O ritmo que ele dá a Argo também é excelente, não permitindo que em momento algum fiquemos entediados com a história que se transcorre. Admito que tive vontade de bater palmas quando o filme terminou, não só pela direção, mas também por toda a equipe por trás das câmeras, que fez um trabalho fenomenal.  Esse merece, e pode ser que eu me engane, mas acredito que terá uma indicação ao Oscar.

E para completar, devo parabenizar a atuação dos atores, que mesmo com um roteiro que contém poucos diálogos, conseguem transmitir bem a essência de seus personagens. Em especial, John Goodman e Alan Arkin que, em meio à tamanha tensão e agonia, nos proporcionam as tiradas que nos arrancam boas risadas durante o filme. 

Gostaria de poder dizer mais, entretanto, se eu for um pouco mais além, começarei a dar spoilers, e a intenção aqui é apenas despertar a curiosidade do leitor quanto ao filme. Todos deveriam dar uma passadinha no cinema e conferir essa maravilhosa obra cinematográfica. Afinal, mediante a tantas porcarias sendo lançadas no cinema, temos uma verdadeira maravilha digna do seu dinheiro.


Espero que tenham gostado dessa pequena indicação. Até a próxima!
That’s all folks! 
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