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Modern Family - S04E02 - Schooled


Sejamos sinceros, alguém ao fim de 3 temporadas acharia que Haley seria capaz de ingressar na faculdade? A resposta parece fácil. Tão fácil que até a própria família tem dificuldade em acreditar.

Mas se há coisa que Modern Family tem é pais orgulhosos dos seus filhos e Phil e Claire fizeram questão de o demonstrar ao longo do episódio. Claro que Mitch e Cam não poderiam ficar para trás, pedindo, na reunião de família destinada a celebrar a entrada na faculdade de Haley ,que brindassem a Lily por esta ter entrado na creche.
Ma se há outro ensinamento a retirar com esta série é que os adultos são, efectivamente, piores do que as crianças. Os irmãos, Mitch e Claire, lutam por colocar os seus primogénitos na ribalta nem que para isso tenham que lutar, quais crianças, apertando mamilos e puxando cabelos. É no meio desta troca acesa de opiniões que Claire pronuncia algo de um realismo inegável:
" Haley ir para a faculdade é um milagre
A Lily ir para o infantário é a lei"


Antes mesmo da 4ª temporada começar estava convicta que a família Pritchett iria ter um destaque considerável durante os episódios. Se no primeiro episódio essa opinião ainda se manteve minimamente estável, este, em particular, fez-me duvidar desta possibilidade.  Sim, é um facto que a família Pritchett tem vindo a ser a minha preferida ao longo das 4 temporadas, logo veria com bons olhos a possibilidade de a trama da série se desenvolver mais em torno desta. No entanto, e sendo realista, seria um grande contrassenso tendo em conta o historial da série. Ela ganha por isso mesmo - por ter três famílias distintas e igualmente fantásticas com uma quantidade de personagens hilariantes em que se torna muito complicado escolher um preferido. Dito isto, é também verdade que, ultimamente, tenho sentido que a família Dunphy tem perdido fulgor e criatividade. De todas as famílias é a que tem as histórias mais lamechas e um pouco banais. E é de certa forma compreensível. Se por um lado temos a família Tucker-Prtitchett, constituída por um casal gay e a filha adotada oriental; a família Pritchett constituída pelo coroa boa onda e pela latina, 20/30 anos mais nova e deveras sensual, com um filho do primeiro casamento. Resta depois os Dunphy,  e os Dumphy são, à partida, a família normal. Bem, não é fácil ser caracterizada como a família normal. Aliás é um grande desafio.
Contudo, e acho que neste episódio foi notório, esta família recebe as histórias mais sem graça. Agora é Haley que está prestes a ingressar na faculdade e vai mudar-se. Phil e Claire, como pães galinhas que são, querem acompanhar a filha em todos estes momentos de mudança. Phil até faz uma espécie de bíblia de conselhos sobre a vida chamada Phil-osofia. No geral, esta história rendeu poucos momentos de humor, apesar de ter achado carinhosa a despedida de Luke e Haley, tal como o telefonema que Haley fez quando os seus pais regressavam a casa. Mas só isso - carinhoso...
Passando às histórias realmente divertidas deste episódio. A família Tucker-Pritchett arrasou. Lily vai entrar para a creche e Cam, como não poderia deixar de ser, está com as hormonas no auge. Cam é sempre muito expansivo e divertido no que diz respeito à forma como protege Lily e a ida da filha para a creche aumentou este seu lado. O problema foi quando um menino decidiu puxar os cabelos à pequena. Aí Cam virou uma fera e encostou o garoto contra um poste, murmurando e intimidando o rapaz até ser repreendido pelo diretor da escola. 


Mas o hilário aconteceu quando os pais de Connor decidiram ir à escola para defender, também estes, o seu filho. Bem, na verdade os pais...eram mães e começou assim o confronto homossexual que durou grande parte do episódio. Claro que foram imensos os estereótipos que se seguiram, cheios de ideias pré-concebidas, mas mesmo assim rendeu muitas risadas. Desde o diagrama de Venn, às sucessivas picardias de Cam com a sapatão da relação, os dois extremos do estereotipo gay e lésbico. No fim, lá se conseguiram acertar, porque, e com um toque (grande, mas fofinho) de moralismo, as duas crianças, Lily e Connor, gostam uma da outra e são amigas, a ponto de se trancarem no quarto e intimidarem os pais para deixarem a amizade de ambos se desenvolver.

Quanto à minha família preferida,  a Pritchett, continua dividida entre os preparativos para a chegada do novo elemento da família e a tentativa de evitar que Manny tenha um AVC por excesso de preocupação quanto ao futuro da criança aí vem.
Primeiro foi ver Gloria e Jay numa aula de como embrulhar um nenuco de forma a ter o aspeto de um burrito. Parece que Gloria é especialista nisto. Depois foi a vez de Jay receitar uísque para a altura em que os bebés têm os dentes a nascer. E foi desta forma que as aulas terminaram para os dois. Mas a cumplicidade existente é notória, tal como o humor fácil e leve que se desenvolve entre ambos. Ed O' Neill é fantástico e a Sofia Vergara está a ser somente...a Sofia Vergara. Easy!


P.S- Desta vez  o núcleo infanto-juvenil da série não teve o destaque que tem vindo a ter ultimamente. Contudo, de destacar as intervenções de Manny, principalmente no que toca à preocupação que possui quando ao futuro do seu novo irmão. E se este não for tão consciente quanto o próprio? Mas Jay respondeu à altura. Adoro a relação dos dois.

Outro momento alto - Cam e a sapatão mor a fazerem o diagrama de Venn. Nota 10!



Para concluir aqui fica um vídeo, com o apanhado geral de Phil-osofia de Phil Dunphy

   

  Por  Ana Sustelo

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